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	<description>Porque recordar é político</description>
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		<title>05 de fevereiro</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 17:33:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dalmoro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[2000 ESTADOS Encontro com presidente deve ocorrer na próxima terça-feira Governadores vão a FHC pedir aumento de repasses Márcio Machado/Folha Imagem Governadores durante reunião realizada ontem em Curitiba; eles discutiram a Lei Kandir e a Lei de Responsabilidade Fiscal LUCIO VAZ enviado especial a Curitiba WAGNER OLIVEIRA da Agência Folha, em Curitiba Reunidos ontem em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=noticiavelha.wordpress.com&amp;blog=11411849&amp;post=25&amp;subd=noticiavelha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>2000</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://noticiavelha.files.wordpress.com/2010/02/char0502.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-27" title="char0502" src="http://noticiavelha.files.wordpress.com/2010/02/char0502.gif?w=470" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#989667;font-size:xx-small;">ESTADOS</span></strong><br />
<strong> Encontro com presidente deve ocorrer na próxima terça-feira</strong><br />
<span style="font-size:large;"><strong> Governadores vão a FHC  pedir aumento de repasses</strong></span> <!--Fotografia/Auto/Inicio--></p>
<table style="text-align:justify;" width="360">
<tbody>
<tr>
<td><span>Márcio Machado/Folha Imagem</span><br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/n050201.jpg" border="0" alt="" /></td>
<td valign="bottom"><span><em>Governadores durante reunião realizada ontem em Curitiba; eles discutiram a Lei Kandir e a Lei de Responsabilidade Fiscal</em></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align:justify;">
<p><!--Fotografia/Auto/Final--></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> LUCIO VAZ</strong><br />
<span> enviado especial a Curitiba </span></p>
<p><strong> WAGNER OLIVEIRA</strong><br />
<span> da Agência Folha, em Curitiba </span></p>
<p>Reunidos ontem em Curitiba  (PR), governadores de 20 Estados  decidiram ir a Brasília na terça-feira para pressionar o presidente  Fernando Henrique Cardoso a rever a Lei Kandir, com o objetivo  de aumentar repasses federais aos  Estados, e a Lei de Responsabilidade Fiscal.<br />
Não deverá ser fácil. Ontem  mesmo, o ministro Pedro Parente  (Casa Civil) descartou qualquer  aumento no ressarcimento já  acordado com os Estados relativo  às perdas com a Lei Kandir (leia  texto na página 1-5).<br />
Os governadores querem que os  ressarcimentos previstos pela Lei  Kandir sejam ampliados de R$ 3,8  bilhões para R$ 4,2 bilhões neste  ano e sejam antecipados para  2000 parte dos repasses previstos  para o ano de 2001.<br />
A principal alteração proposta  para a Lei de Responsabilidade  Fiscal é a definição de limites máximos para despesas com pagamento de pessoal para cada um  dos Três Poderes e para o Ministério Público.<br />
Os governadores também propõem que os débitos com sentenças judiciais ainda não-pagos, os  chamados precatórios, sejam incluídos na renegociação das dívidas dos Estados com a União.<br />
Outra proposta dos governadores foi o equacionamento do déficit previdenciário dos Estados,  por meio da capitalização dos  fundos estaduais de previdência  com recursos de parcelas da dívida paga a União.<br />
Os governadores propõem, ainda, que seja suspensa por dois  anos a cobrança de dívidas dos  Estados e municípios com o INSS,  em virtude de contribuições de  servidores não pagas.<br />
Já está agendada uma reunião  dos governadores com o presidente do Senado, Antonio Carlos  Magalhães (PFL-BA), com o presidente da Câmara, Michel Temer  (PMDB-SP), e com líderes dos  partidos na terça-feira.<br />
A 5ª Conferência Nacional de  Governadores teve a participação  de 20 governadores. Itamar Franco (MG), Amazonino Mendes  (AM), Ronaldo Lessa (AL), Roseana Sarney (MA), José Bianco  (RO) e João Capiberibe (AP) não  compareceram.<br />
Os governadores concluíram  que precisam se articular para  controlar as bancadas estaduais  no Congresso e pressionar FHC a  atender suas reivindicações.<br />
Esperidião Amin (PPB-SC) chegou a propor uma barganha: os  governadores barrariam a aprovação da Lei de Responsabilidade  Fiscal no Senado até conseguirem  seus objetivos. &#8220;Boi só sai do mato  se tiver mutuca (mosca silvestre)&#8221;, justificou.<br />
César Borges (PFL-BA) fez uma  alerta: &#8220;Está havendo um distanciamento dos governadores de  suas bancadas. Nós precisamos  acompanhar o que está sendo  aprovado no Congresso. Os governadores só sabem o que foi decidido depois que é aprovado&#8221;.<br />
José Ignácio Ferreira (PSDB-ES) disse que, se não forem impostas alterações na Lei de Responsabilidade Fiscal, alguns Estados não terão como cumpri-la.<br />
&#8220;Do jeito que está, seremos decapitados. Os Estados estão trabalhando no limite e a lei engessa a  todos&#8221;, disse o governador Jaime  Lerner (PFL-PR).<br />
Os governadores foram unânimes na condenação ao dispositivo dessa lei que remete para a Lei  de Diretrizes Orçamentárias dos  Estados a possibilidade de alteração dos limites máximos para  despesas com pagamento de pessoal para cada um dos Poderes.<br />
Também criticaram a exclusão  das vantagens individuais no valor a ser fixado para o teto salarial  do funcionalismo.</p>
<p><strong> Lei Kandir</strong><br />
O secretário de Fazenda do Rio  Grande do Sul, Arno Augustin,  fez um relato das negociações sobre e Lei Kandir. Disse que o ministro Pedro Parente aceita criar  um fundo e ampliar os ressarcimentos acima de R$ 3,8 bilhões,  mas somente a partir de 2001.<br />
Mário Covas (PSDB-SP) afirmou que &#8220;a Lei Kandir é viciada  desde a origem&#8221;. &#8220;Como medida  econômica, ela é ótima, porque  facilita as exportações e a competitividade do país, mas ela traz  prejuízo aos Estados.&#8221;<br />
Todos aprovaram a transformação do seguro-receita, que faz  o ressarcimento das perdas impostas pela Lei Kandir, em fundo  com valores fixados com base nas  perdas efetivas.<br />
Pelo modelo atual, Estados que  ampliaram a arrecadação de  ICMS por outras fontes tiveram  um ressarcimento menor.<br />
Com o novo modelo, Estados  que não têm ressarcimento (Acre,  Distrito Federal, Paraíba, Rio  Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins) receberiam repasses entre R$ 2,4 milhões e R$ 50 milhões.<br />
Lerner procurou descontrair a  reunião, mas também lançou farpas. No início, afirmou que a gralha azul, símbolo do Paraná, costuma plantar o pinhão que gera a  araucária. &#8220;Essa reunião tem a intenção de plantar idéias. Nesse  ponto, os tucanos levam vantagem. Não bastassem as vantagens  tributárias&#8221;, brincou.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#000080;font-size:xx-small;">FANTASMA EXTREMISTA</span></strong><br />
<strong> Governo com presença da extrema direita toma posse; UE, EUA e Israel anunciam represálias</strong><br />
<span style="font-size:large;"><strong> Áustria começa a enfrentar sanções </strong></span> <!--Fotografia/Auto/Inicio--></p>
<table style="text-align:justify;" width="320">
<tbody>
<tr>
<td><span>France Presse</span><br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/e050201.jpg" border="0" alt="" /></td>
<td valign="bottom"><span><em>O chanceler (premiê) austríaco, Wolfgang Schuessel (à dir.), e a sua vice , Susanna Ries-Passer</em></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align:justify;">
<p><!--Fotografia/Auto/Final--></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> FÁBIO ZANINI</strong><br />
<span> enviado especial a Viena </span></p>
<p>A comunidade internacional  anunciou ontem sanções contra a  Áustria, logo após a posse do novo governo do país, com membros da extrema direita.<br />
A secretária de Estado norte-americana, Madeleine Albright,  expressou &#8220;grave preocupação&#8221; e  anunciou que estava chamando  de volta seu embaixador na Áustria. Israel fez o mesmo.<br />
A União Européia (UE), da qual  a Áustria faz parte, colocou em vigor medidas de represália anunciadas no início da semana. A  principal delas reduz os contatos  diplomáticos entre a Áustria e  seus 14 parceiros na UE.<br />
O foco do repúdio internacional  é a presença no governo do Partido da Liberdade, de extrema direita, que foi empossado ontem  em coalizão com o Partido Popular, de centro-direita.<br />
Em breve cerimônia, o presidente austríaco, Thomas Klestil,  confirmou a formação do novo  gabinete, que terá seis integrantes  de cada um dos dois partidos.<br />
Visivelmente contrariado, Klestil disse, no final da tarde, em comunicado em rede nacional de televisão, que não permitirá a quebra de &#8220;valores democráticos&#8221;.<br />
&#8220;Estou deixando claro que a  quebra destes princípios trará  consequências graves&#8221;, afirmou o  presidente. Klestil pediu, entretanto, que a população &#8220;dê uma  chance ao governo&#8221;.<br />
Klestil, porém, critica as ameaças contra seu país e afirma que  sua soberania deve ser respeitada.  Pesquisa divulgada ontem também indica que 79% dos alemães  são contrários às sanções, segundo o instituto &#8220;Forsa&#8221;.<br />
Anteontem, o presidente obrigou o líder do Partido da Liberdade, Joerg Haider, a assinar uma  declaração condenando a xenofobia, o anti-semitismo e o racismo.<br />
Haider tornou-se alvo de protestos por suas polêmicas declarações favoráveis ao regime nazista  do austríaco Adolf Hitler na Alemanha. Ele chegou a afirmar que  o governo de Hitler teve &#8220;uma política econômica consistente&#8221; e  homenageou veteranos da SS,  tropa de elite nazista, por sua  &#8220;bravura e coragem&#8221;, desculpando-se depois.<br />
Nas eleições de outubro, seu  partido surpreendeu ao receber  27% dos votos, com uma plataforma baseada no ataque a imigrantes, que estariam trazendo  violência e desemprego.<br />
&#8220;Em várias partes da Europa,  sentimentos xenófobos e racistas  estão em ascensão, o que é motivo  de grave preocupação&#8221;, disse a secretária Madeleine Albright.<br />
O governo israelense, além de  convocar seu embaixador, proibiu a entrada de Haider no país.<br />
&#8220;Israel não pode se manter em  silêncio enquanto um partido de  extrema direita chega ao poder  em um país que teve participação  no extermínio de judeus&#8221;, disse  um comunicado do governo.<br />
O secretário-geral da ONU, Kofi  Annan, em um raro comentário  sobre assuntos internos, também  expressou preocupação com a situação austríaca.<br />
O novo chanceler (premiê) é  Wolfgang Schuessel, do Partido  Popular. Haider, que não faz parte do gabinete, garantiu para sua  legenda postos-chave, como os  Ministérios das Finanças, Justiça,  Defesa e Assuntos Sociais. A vice-chanceler também é de seu partido, Susanne Riess-Passer.<br />
Haider voltou à carga ontem,  em entrevista a uma TV alemã.  &#8220;Não tenho intenção de sair por aí  me desculpando por todo tipo de  coisa&#8221;, disse.<br />
Enquanto a posse ocorria, cerca  de 5.000 manifestantes entravam  em confronto com a polícia diante da sede da Presidência. Por  causa das manifestações, o novo  gabinete não seguiu a tradição de  caminhar da Presidência até a  Chancelaria, usando uma passagem subterrânea.<br />
A crise política afetou a Bolsa de  Valores de Viena, que registrou  queda de 3,5%, atingindo seu menor índice em mais de um ano.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:large;"><strong>POUSOS E DECOLAGENS </strong></span></p>
<p style="text-align:justify;">A economia brasileira reúne condições, neste começo de ano, de iniciar  o que se convencionou chamar entre  os estudiosos da área de ciclo virtuoso. A base comparativa é baixa -o  PIB estacionou em 99-, o câmbio  por ora não causa sobressaltos, não  há sinais de descontrole inflacionário, as metas de rigor fiscal e os ajustes nas contas públicas vão sendo  cumpridos. A grande capacidade  ociosa e o alto desemprego, fator perverso, dão margem a um crescimento sem pressões pelo lado da demanda por bens e serviços.<br />
Para que essa situação se transforme em crescimento continuado da  economia brasileira, no entanto, há  que considerar dois fatores.<br />
Resta saber se o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso,  prenhe de divergências radicais nessa  área, logrará implementar uma política econômica capaz de, sem pôr a  perder a estabilidade, alimentar o  crescimento. Trata-se de uma política que contemple taxa de juros, aumento de exportações, substituição  de importações, financiamentos de  órgãos oficiais, privatizações, desenvolvimento científico e tecnológico.<br />
Mas há igualmente que levar em  conta o cenário externo, especialmente o fator Estados Unidos. A opção do Fed, o banco central do país,  parece ter sido por aumentos tênues  e graduais em sua taxa de juros.  Aposta em um cenário em que a superaquecida economia norte-americana vá-se ajustando lentamente,  sem irrupções abruptas. Um &#8220;crash&#8221;  que da Bolsa atingisse rapidamente a  atividade econômica, tudo indica, geraria uma cadeia de incertezas na  economia mundial que, obviamente,  atingiria uma retomada brasileira.<br />
A maneira, suave ou violenta, da  aterrissagem da economia norte-americana importa muito ao Brasil,  especialmente, e a todo o mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong>2009</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://noticiavelha.files.wordpress.com/2010/02/char05022009.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-28" title="char05022009" src="http://noticiavelha.files.wordpress.com/2010/02/char05022009.gif?w=470" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:large;"><strong>De olho na vice do PT, PMDB tenta unir alas no Congresso </strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:large;"><strong> </strong></span> <strong>Sarney e Temer querem reduzir conflitos entre caciques para ter a sigla unida em 2010</strong></p>
<p><strong>Partido, que tem seis pastas, elegeu o maior número de prefeitos e agora controla as duas Casas, idealiza indicar nome para chapa de Dilma </strong></p>
<p><!--Fotografia/Auto/Inicio--> <!--FOTO--></p>
<table style="text-align:justify;" width="350">
<tbody>
<tr>
<td><span>Sérgio Lima/Folha Imagem</span><br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/n0502200901.jpg" border="0" alt="" /></td>
<td valign="bottom"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align:justify;"><span><em>O novo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ontem, durante econtro com o presidente Lula no Palácio do Planalto</em></span></p>
<p><!--/FOTO--> <!--Fotografia/Auto/Final--></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> KENNEDY ALENCAR</strong><br />
<span> DA SUCURSAL DE BRASÍLIA </span></p>
<p>Rivais nos últimos 14 anos, as  alas do PMDB da Câmara e do  Senado articulam estratégia  comum para 2010. Pretendem  amenizar divergências para  atuarem unidas na sucessão do  presidente Luiz Inácio Lula da  Silva. Hoje, a tendência é uma  aliança com o PT desde que a  sigla fique com a vaga de vice.<br />
O primeiro passo foi dado na  segunda, quando José Sarney  (AP) e Michel Temer (SP) se  elegeram, respectivamente,  presidentes do Senado e da Câmara. Naquele dia, Sarney disse  a Temer em conversa reservada: &#8220;Acho que devemos atuar  mais juntos daqui para frente&#8221;.<br />
O segundo passo deverá ser  dado na próxima semana,  quando Sarney receberá em  sua casa representantes dos  dois grupos. Os presidentes das  duas Casas querem reduzir divergências entre caciques das  duas alas, especialmente entre  o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima  (BA), e o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL).<br />
Geddel trabalhou para eleger  o petista Tião Viana (AC) no Senado. E Renan, para vitaminar  a candidatura de Aldo Rebelo  (PC do B-SP) na Câmara.<br />
A intenção é que a intensidade dos conflitos diminua para  não inviabilizar uma posição  amplamente majoritária em  2010. Os principais caciques  concluíram que, juntos, podem  cobrar mais caro pelo apoio de  um partido fundamental à governabilidade e com bastante  tempo de TV na campanha.<br />
Interessa a Sarney se aproximar do grupo da Câmara, que tem mais poder nas seções estaduais do partido. E interessa a Temer, oposicionista no primeiro mandato de Lula, reforçar laços com Sarney, que já defendeu publicamente a eventual candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.<br />
&#8220;O resultado de hoje [segunda] mostrou que o PMDB, unido, fica mais forte&#8221;, disse Sarney no jantar de comemoração.  &#8220;Agora é hora de administrar as  divergências, de serenar os ânimos&#8221;, afirmou Renan, muito  cumprimentado na festa de  Sarney como idealizador da estratégia que levou o ex-presidente ao comando do Senado.<br />
&#8220;Erra quem fala que o PMDB  ficará dividido em 2010. Não  temos mais motivos para brigar&#8221;, disse Henrique Eduardo  Alves (RN), líder do PMDB na  Câmara e aliado de Temer. &#8220;Se  houvesse uma convenção hoje,  majoritariamente o PMDB caminharia para uma aliança com  o PT, inclusive com participação na chapa [vaga de candidato a vice]&#8220;, afirmou Geddel.<br />
O ministro da Integração Nacional disse que as articulações  para formar palanques estaduais serão importantes para  viabilizar a eventual aliança  PT-PMDB em 2010. Segundo  ele, um arranjo desses reduziria os dissidentes a uma minoria sem força para impedir a coligação com os petistas.<br />
O PMDB possui seis ministérios no governo Lula: Saúde,  Integração Nacional, Agricultura, Defesa, Comunicações e  Minas e Energia. Os dirigentes  do partido dizem que têm mais  poder no governo Lula do que  tiveram nos dois mandatos de  Fernando Henrique Cardoso  (1995-2002), quando chegaram a ocupar quatro pastas. Em  2008, o PMDB foi o partido que  mais elegeu prefeitos.<br />
Com uma máquina partidária nacional, seis ministérios e  as presidências da Câmara e do  Senado, o partido volta a ter um  poder que não detinha desde o  governo Sarney (85-90). Novamente há verbas e cargos para  acomodar todos os caciques.<br />
Na avaliação dos principais  dirigentes, se Lula conduzir  bem a gestão da atual crise econômica, poderá fazer de Dilma  uma candidata competitiva. O  petista já disse que deseja que o  PMDB indique o vice do PT  -Geddel e Temer são cotados.<br />
Caso a crise enfraqueça Lula,  o PMDB poderia tentar uma  aliança com a oposição. No caso, com o governador de São  Paulo, José Serra, hoje favorito  para ser o nome do PSDB.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:large;"><strong>Equipe de Obama já faz contato com Irã</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Houve ao menos quatro encontros na Europa desde setembro entre assessores do presidente dos EUA e delegados de Teerã</strong></p>
<p><strong>Revelação chega em meio à maior distensão entre a Casa Branca e a República Islâmica nos últimos anos, impelida por democrata</strong></p>
<p><!--Fotografia/Auto/Inicio--> <!--FOTO--></p>
<table style="text-align:justify;" width="320">
<tbody>
<tr>
<td><span>Caren Firouz/Reuters</span><br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/e0502200901.jpg" border="0" alt="" /></td>
<td valign="bottom"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align:justify;"><span><em>Iranianas rezam no santuário de Ruhollah Khomeini em Teerã; retorno do mentor da Revolução Islâmica completou 30 anos dia 1º</em></span></p>
<p><!--/FOTO--> <!--Fotografia/Auto/Final--></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> SÉRGIO DÁVILA</strong><br />
<span> DE WASHINGTON </span></p>
<p>Representantes de Barack  Obama e do regime iraniano  têm mantido contato desde pelo menos setembro do ano passado, quando a candidatura do  hoje presidente democrata foi  oficializada. Houve ao menos  quatro encontros do tipo na  Europa, qualificados como de  &#8220;alto nível&#8221;. Embora tanto  Washington como Teerã não  comentem as reuniões, elas  vêm a público no momento de  maior distensão entre os dois  países nos últimos 30 anos.<br />
Do lado americano participaram entre outros Gary Samore,  ex-diretor sênior do Conselho  de Segurança Nacional de Bill  Clinton (1993-2001), e William  Perry, ex-secretário de Defesa  do democrata, ambos a mando  do então candidato e depois  presidente eleito Obama. Samore está cotado para ser o  &#8220;czar&#8221; antiproliferação de armas nucleares da nova administração.<br />
Do lado iraniano, participaram o representante daquele  país na Agência Internacional  para a Energia Atômica, Ali Soltanieh, e Samareh-Hashemi,  assessor do presidente Mahmoud Ahmadinejad. As reuniões aconteceram em Haia, na  Holanda, e em Viena, na Áustria, e foram organizadas pelas  Conferências Pugwash, entidade não-governamental pacifista internacional.<br />
A revelação foi feita pelo site  da revista &#8220;Foreign Policy&#8221;. Samore confirmou um encontro,  sem dar detalhes de participantes e locação; diante da reação  negativa do governo iraniano à  publicação, um representante  das Conferências Pogwash disse que os encontros não aconteceram a pedido de nenhum  dos dois países.<br />
Seja como for, são o mais visível indício até agora de um movimento de aproximação confirmado por Obama em sua primeira entrevista na Casa Branca, dada à emissora de TV Al Arabiya há dez dias, em que disse que os EUA estavam dispostos a &#8220;estender a mão da diplomacia&#8221; a Teerã se o regime dos aiatolás &#8220;abrirem seu punho&#8221;.</p>
<p><strong>Novos contatos</strong><br />
Espera-se que novas iniciativas nesse sentido aconteçam  neste fim de semana, em reunião sobre segurança em Munique, na Alemanha, apesar da  negativa oficial iraniana. Ontem, um representante do líder  supremo do país, o aiatolá Ali  Khamenei, disse que a relação  com os EUA não iria mudar  apenas por conta da chegada do  político democrata ao poder.<br />
&#8220;O aiatolá tem feito esse jogo muito sofisticado, em que permite que várias vozes falem pelo governo do Irã e então ele escolhe quem o ajuda mais naquele momento específico e diz que aquele era o que falava pelo regime, e não os outros&#8221;, disse à <strong>Folha</strong> o especialista Abbas Milani, sobre a estratégia aparentemente contraditória do mais  alto líder iraniano (leia entrevista na página A11).<br />
O governo Obama percebeu  o jogo. Desde sua posse, tanto o  presidente, via seu porta-voz,  Robert Gibbs, como a secretária de Estado, Hillary Clinton,  vêm repetindo que os EUA  querem retomar o diálogo com  o país, mas que o interlocutor  não será necessariamente o  atual presidente, Mahmoud  Ahmadinejad.<br />
A Casa Branca estaria esperando uma derrota do político  polêmico nas eleições presidenciais de junho próximo para então lançar oficialmente  sua ofensiva diplomática.<br />
Enquanto isso, continuam os  trabalhos de bastidores. Está  programado para hoje, por  exemplo, um briefing sobre o  país ao comitê de Relações Exteriores do Senado.<br />
Intitulado &#8220;Iran Status Report &#8211; Nuclear and Political&#8221;  (relatório da situação do Irã  -nuclear e político), é fechado e  classificado como &#8220;top secret&#8221;  pelo comitê. Será dado por, entre outros, Norman Roule, gerente da missão iraniana do gabinete do diretor da Agência de  Inteligência Nacional, Alan Pino, oficial de inteligência nacional do Conselho de Inteligência Nacional, e Vann H. Van  Diepen, oficial de armas de  destruição em massa do Conselho de Inteligência Nacional.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:large;"><strong>Encastelados </strong></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:large;"><strong> </strong></span> <strong>Num sinal de que a impunidade alimentou a empáfia, corregedor da Câmara quer acabar com cassações de deputados</strong></p>
<p>EM DISCURSOS e declarações parlamentares, deputados e senadores se  comprazem em apresentar o Congresso como a Casa do  Povo. Na prática, porém, se afastam cada vez mais dessa imagem.<br />
As eleições para compor as  Mesas das duas Casas deram sequência a um ciclo de reabilitações que renova o desprezo para  com a expectativa popular de  uma conduta minimamente  aceitável da parte de seus representantes. Nada de novo sob o  sol do Planalto.<br />
No Senado, desfilam e ostentam poder reconquistado personagens como Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB-AL). Na Câmara, ressuscitam outros espectros. Só os incautos acreditavam-nos sepultados por sucessivas CPIs a prometer &#8220;ética na política&#8221;, ainda que a pantomima por vezes escape do roteiro original e produza resultados de fato.<br />
Dramas históricos e fábulas  morais não são o forte da Corregedoria Geral da Câmara, por  certo. Tome-se o novo corregedor, deputado Edmar Moreira  (DEM). Sua inclinação pela mítica inflexibilidade ética dos cavaleiros andantes parece restrita  ao Castelo Monalisa, o simulacro  de edificação medieval com 36  suítes que tenta vender por US$  25 milhões em São João Nepomuceno (MG).<br />
Com a brutalidade de um aríete e muita desfaçatez, Moreira  propôs, no seu primeiro dia na  função, que a Corregedoria renuncie a corrigir.<br />
O deputado, que responde a inquérito no Supremo Tribunal Federal sob acusações de crime contra o patrimônio e apropriação indébita previdenciária, tem experiência, por assim dizer, no assunto. Já integrou o Conselho de Ética da Câmara e renunciou à vaga, após derrota de seu relatório inocentando o companheiro José Mentor (PT-SP). Moreira quer que o julgamento de deputados deixe de ser feito na Casa e que a Corregedoria, quando constatar a pertinência de denúncias contra parlamentares, as encaminhe à Justiça.<br />
Para o corregedor, deputados  não têm poder de polícia. Seu  &#8220;espírito de corpo&#8221; e a &#8220;fraternidade entre os colegas&#8221; lhes retirariam a condição de fazer julgamentos isentos sobre quebra de  decoro -enfim um momento de  veracidade, ainda que a serviço  de argumentação cavilosa.<br />
Sua proposta apenas institucionalizaria a omissão parlamentar, desobrigando a Câmara  de zelar pela conduta de seus integrantes. Além do mais, equivale a uma nova e voluntária servidão do Legislativo a um Poder  externo, o Judiciário.<br />
Manifestações como a de Edmar Moreira decorrem diretamente do festival de absolvições de deputados na esteira do escândalo do mensalão. A impunidade alimentou a empáfia de políticos que, encastelados em Brasília, nem mais fingem respeitar a opinião pública.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">FONTE: Folha de São Paulo</p>
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		<title>29 de janeiro</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 15:46:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dalmoro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[2000 TRIBUTOS Para governadores do NE, êxito depende da criação de instrumentos para a descentralização econômica Reforma é questionada em reunião &#8220;Correio da Bahia&#8221; Os nove governadores do Nordeste durante encontro em Salvador no qual redigiram carta oficial sobre a reforma tributária da Agência Folha, em Salvador Reunidos ontem em Salvador (BA), os nove governadores [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=noticiavelha.wordpress.com&amp;blog=11411849&amp;post=19&amp;subd=noticiavelha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong>2000</strong></p>
<p><a href="http://noticiavelha.files.wordpress.com/2010/01/nv2.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-20" title="nv" src="http://noticiavelha.files.wordpress.com/2010/01/nv2.gif?w=470" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#989667;font-size:xx-small;">TRIBUTOS</span></strong><br />
<strong> Para governadores do NE, êxito depende da criação de instrumentos para a descentralização econômica</strong><br />
<span style="font-size:large;"><strong> Reforma é questionada em reunião </strong></span> <!--Fotografia/Auto/Inicio--></p>
<table style="text-align:justify;" width="360">
<tbody>
<tr>
<td>&#8220;Correio da Bahia&#8221;<br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/n290101.jpg" border="0" alt="" /></td>
<td style="text-align:left;" valign="bottom"><em>Os nove governadores do Nordeste durante encontro em Salvador no qual redigiram carta oficial sobre a reforma tributária</em></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align:justify;">
<p><!--Fotografia/Auto/Final--> da Agência Folha, em Salvador</p>
<p>Reunidos ontem em Salvador  (BA), os nove governadores do  Nordeste disseram, em nota oficial, que a reforma tributária não  será bem-sucedida &#8220;sem uma  prévia definição de instrumentos  que promovam a efetiva desconcentração econômica, especialmente da atividade industrial e de  serviços&#8221;.<br />
Os nove governadores negaram  que pretendem trabalhar para  impedir a aprovação do projeto  de reforma tributária, que atualmente está tramitando no Congresso Nacional.<br />
&#8220;O que não aceitamos é que a  reforma tributária acabe com a  capacidade de investimentos dos  Estados que fizeram o dever de  casa e se capacitaram para atrair  novos investimentos&#8221;, disse o governador <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9sar_Borges" target="_blank">César Borges</a> (PFL-BA),  anfitrião do encontro.<br />
A carta oficial, redigida em tom  conciliatório, foi bem diferente da  posição inicial dos governadores,  antes de a reunião começar na  manhã de ontem, no Centro Administrativo da Bahia.<br />
Minutos antes, em pronunciamentos individuais, os governadores prometiam agir em bloco e  usar a &#8220;força&#8221; de suas bancadas  para pressionar a União a adotar  uma política diferenciada para os  Estados do Nordeste.</p>
<p><strong> Mudança de postura</strong><br />
&#8220;Estamos com os espíritos desarmados, mas queremos realmente fazer uma boa negociação  com o governo federal para que  consigamos os mesmos privilégios do Sul&#8221;, disse a governadora  <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Roseana_Sarney" target="_blank">Roseana Sarney</a> (PFL-MA).<br />
&#8220;Os deputados nordestinos têm  força suficiente para influenciar  as decisões do Congresso Nacional e do governo federal&#8221;, declarou o governador alagoano <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ronaldo_Lessa" target="_blank">Ronaldo Lessa</a> (PSB).<br />
A mudança de postura teria sido influenciada pelos governadores César Borges (PFL-BA) e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tasso_Jereissati" target="_blank">Tasso Jereissati</a> (PSDB-CE), que se  diziam &#8220;satisfeitos&#8221; com o acordo  que definiu a forma de gestão do  FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste), anteontem à noite, em Brasília.<br />
Na entrevista concedida após a  reunião, o governador César Borges disse que a guerra fiscal não  foi discutida.<br />
&#8220;Nós debatemos apenas os pontos convergentes. As divergências  devem ser discutidas pelos Estados&#8221;, afirmou Borges.<br />
Ele acrescentou ainda que os  políticos nordestinos pretendem  se encontrar com o presidente  Fernando Henrique Cardoso antes da reunião entre todos os governadores brasileiros, prevista  para a próxima sexta-feira, em  Curitiba (PR).<br />
&#8220;Nós queremos levar ao presidente todas as reivindicações da  região&#8221;, disse.</p>
<p><strong> Pedidos</strong><br />
Na carta oficial, os governadores nordestinos disseram que os  Estados da região &#8220;estão sintonizados com o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso&#8221; e elogiaram a estabilidade  econômica.<br />
Entre as reivindicações dos governadores está a atualização dos  valores repassados aos Estados  pelo Fundef (Fundo de Valorização do Ensino Fundamental),  criado há dois anos.<br />
&#8220;Além da atualização, queremos que o Fundef também seja  estendido ao ensino médio&#8221;, disse  o governador <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jarbas_Vasconcelos" target="_blank">Jarbas Vasconcelos</a> (PMDB-PE).<br />
Outra queixa feita pelos governadores nordestinos por meio do  documento foram &#8220;as restrições&#8221;  que estariam &#8220;inviabilizando a segunda fase&#8221; do Prodetur (Programa de Desenvolvimento do Turismo). O principal objetivo do  programa é financiar a implantação de infra-estrutura de suporte  ao turismo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#000080;font-size:xx-small;">GUERRA NO CÁUCASO</span></strong><br />
<strong> Khatab, líder da guerrilha extremista tchetchena, ameaça atacar cidades de outras regiões russas</strong><br />
<span style="font-size:large;"><strong> Ameaça rebelde põe Rússia em alerta </strong></span> <!--Fotografia/Auto/Inicio--></p>
<table style="text-align:justify;" width="360">
<tbody>
<tr>
<td>Reuters<br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/e290101.jpg" border="0" alt="" /></td>
<td valign="bottom"><em>O presidente em exercício russo, Vladimir Putin, mostra caminho para Kofi Annan no Kremlin</em></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align:justify;">
<p><!--Fotografia/Auto/Final--><br />
das agências internacionais</p>
<p>O governo russo informou ontem que está aumentando a segurança em locais que podem ser alvos de possíveis atentados terroristas.<br />
A medida é uma reação a declarações do líder rebelde tchetcheno Khatab, que afirmou à TV russa NTV que qualquer cidade controlada por Moscou, na Tchetchênia ou fora dela, será um alvo potencial de ataques.<br />
&#8220;O perigo de um atentado é real,  porque os rebeldes estão em uma  situação crítica. Eles talvez optem  pela brutalidade para tentar parar  nossa campanha militar&#8221;, afirmou Alexander Zdanovich, porta-voz do FSB (serviço de segurança russo).<br />
O comandante Khatab afirmou  que os &#8220;mujahadin&#8221; (guerrilheiros islâmicos) estão preparados  para atacar qualquer cidade russa  e que existe um plano para recuperar algumas áreas que Moscou  considera &#8220;liberadas&#8221; na Tchetchênia.<br />
O presidente em exercício russo, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vladimir_Putin" target="_blank">Vladimir Putin</a>, já havia alertado nos últimos dias sobre a ameaça de atos terroristas, pedindo  que a segurança fosse reforçada  em possíveis alvos.<br />
Moscou e outras cidades russas  foram atingidas por uma série de  atentados a bomba em agosto e  setembro do ano passado que  mataram quase 300 pessoas.<br />
O governo acusou grupos extremistas islâmicos tchetchenos de  serem os responsáveis pelas explosões. O combate a estes grupos  foi o motivo alegado pelo Kremlin  para o início da ofensiva na  Tchetchênia, que tem maioria  muçulmana. A Rússia é majoritariamente cristã.<br />
Um porta-voz da polícia de São  Petersburgo afirmou ontem que  homens de uma brigada antiterrorista haviam desativado uma  bomba em um edifício da cidade,  no dia em que ocorria uma cerimônia póstuma para o general  russo Mikhail Malofeiev, morto  em combate na capital tchetchena, Grozni.<br />
Na cerimônia, Putin fez um discurso inflamado, afirmando que a  morte do general não será em vão.  &#8220;Muitos tentaram antes quebrar a  Rússia em partes e não conseguiram, porque pessoas comuns, militares ou civis, se levantaram contra&#8221;, disse.<br />
O secretário-geral da ONU, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kofi_Annan" target="_blank">Kofi  Annan</a>, que se encontrou com  Putin, afirmou que a Rússia deve  evitar o uso &#8220;desproporcional&#8221; de  força no combate ao terrorismo  na Tchetchênia, pedindo melhor  tratamento para refugiados e um  fim rápido para o conflito.<br />
O governo russo disse a Annan  que a ação militar é a única opção  para que a paz retorne à Tchetchênia. O presidente dos Estados  Unidos, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bill_Clinton" target="_blank">Bill Clinton</a>, afirmou anteontem em seu discurso no Congresso que a guerra na Tchetchênia era &#8220;cruel e autodestrutiva&#8221;.<br />
O Kremlin informou que a declaração de Clinton era mais uma  prova de que o Ocidente não  &#8220;possui um completo entendimento do que está acontecendo  na região&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:large;"><strong>A MONTANHA MÁGICA</strong></span></p>
<p style="text-align:justify;">Mais uma prova da efemeridade das  previsões econômicas, o escol de empresários, acadêmicos e membros de  governo do mundo, reunido em Davos, na Suíça, agora vê com brilhantismo as perspectivas para o futuro  do planeta. No ano passado, esse  mesmo seleto grupo, nessa mesma  cidade encantadora, tremia só de  imaginar os possíveis desdobramentos da crise global, que atingia a  América Latina e em especial o Brasil.<br />
A expansão da economia norte-americana, que vive um ciclo de crescimento impressionante, e a recuperação dos países emergentes, notadamente os asiáticos, são as principais razões para o otimismo.<br />
Talvez contaminados pelo clima de  confiança, os participantes do encontro anual de 2000 do Fórum Econômico Mundial apontaram como  desafios para a próxima década a  mudança climática (20,3%), a busca  de um novo paradigma de ética  (15,7%) e a ineficiência das organizações internacionais (15,1%).<br />
É uma agenda interessante. São questões relevantes e devem sem dúvida estar no horizonte de preocupações, não só de executivos e governantes, como também da população em geral. Trata-se, porém, de um elenco de prioridades de Primeiro Mundo, de nações que já solucionaram, ou pelo menos equacionaram, problemas mais urgentes do ponto de vista social, como a desigualdade, a educação e a saúde.<br />
Para a Europa e a América do Norte  são, de fato, temas que perderam a  relevância. Embora ainda se possa  discutir, por exemplo, a melhor forma de financiamento da seguridade  social e qual deve ser o nível ideal de  impostos, as formas do tratamento  dispensado a essas questões já foram  definidas, quando menos desde o  pós-guerra, e elas estão até mesmo  parcialmente resolvidas. No Brasil e  em outros países ditos emergentes,  por outro lado, quase tudo nesse  campo ainda está por ser feito.<br />
O homem cordial do Brasil não é o  homem de Davos. Ainda que as inquietações de um e outro não sejam  excludentes, elas estão a anos-luz de  distância umas das outras.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>2009</strong></p>
<p><a href="http://noticiavelha.files.wordpress.com/2010/01/nv3.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-21" title="nv" src="http://noticiavelha.files.wordpress.com/2010/01/nv3.gif?w=470" alt=""   /></a></p>
<p><span style="font-size:large;"><strong>Lula amplia Bolsa Família e merenda escolar gratuita </strong></span></p>
<p><strong>Programa atenderá mais 1,3 milhão de famílias e 7,3 milhões de alunos do ensino médio</strong></p>
<p><strong>Benefício foi apontado por oposicionistas como uma das razões para a grande votação de Lula em regiões pobres como o Nordeste</strong></p>
<p><strong> LEANDRA PERES</strong><br />
<strong>SIMONE IGLESIAS<br />
ANGELA PINHO </strong><br />
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA</p>
<p>No dia em que reuniu os governadores do Norte e Nordeste, as regiões mais pobres do  país, o presidente Luiz Inácio  Lula da Silva anunciou duas  medidas que custarão mais R$  871 milhões por ano ao erário.  O Bolsa Família e a merenda  escolar foram ampliados, medidas que a oposição julga eleitoreiras e que foram divulgadas  um dia após o governo cortar  R$ 37 bilhões do Orçamento.<br />
O Bolsa Família atenderá  mais 1,3 milhão de famílias, e a  merenda será estendida aos 7,3  milhões de alunos do ensino  médio da rede pública, podendo atingir potenciais eleitores  com 16 anos ou mais. Hoje ele  atende só o ensino fundamental (leia texto nesta página).<br />
&#8220;O objetivo é atrair eleitores para 2010&#8243;, afirmou o presidente do PSDB, senador <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rgio_Guerra" target="_blank">Sérgio Guerra</a> (leia texto nesta página). O total de beneficiários do Bolsa Família aumentará de 11 milhões para 12,3 milhões de famílias. O custo será de R$ 549 milhões a mais por ano, o que eleva o Orçamento do programa a R$ 11,95 bilhões. A merenda custou em 2008 R$ 1,5 bilhão ao governo. O gasto adicional será coberto pelo Tesouro.<br />
Transformado no principal  programa da área social do governo após o fracasso do Fome  Zero, o Bolsa Família rendeu  dividendos eleitorais ao governo e seus aliados em 2006. Nas  regiões mais pobres, sobretudo  no Nordeste, o programa foi  apontado pela oposição como  uma das razões para a grande  votação pela reeleição do presidente Lula naqueles Estados.<br />
O programa atingiu em junho de 2006 a sua meta de 11  milhões de famílias. Até agora,  só puderam entrar novas famílias no programa se alguma  saísse. Com a medida de ontem,  este será o primeiro aumento  após dois anos e meio.<br />
Por meio de sua assessoria, o  Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome  justificou a decisão como uma  necessidade de ampliar a rede  de proteção social baseada em  estudos do IBGE e do Ipea.<br />
O valor dos benefícios pagos  pelo Bolsa Família não foi alterado. O que mudou foi o limite  de renda das famílias que têm  filhos adolescentes e que recebem ajuda federal. Com isso,  mais pessoas serão incluídas.<br />
O reajuste permitirá que famílias com renda mensal de até  R$ 137 por pessoa passem a receber R$ 20 por filhos com até  15 anos. Essa parcela do Bolsa  Família, conhecida como benefício variável, só era paga a famílias com renda de até R$ 120  por mês. Há um limite máximo  de R$ 60 ou três filhos para pagamento desse benefício.<br />
As famílias que serão beneficiadas já estão no cadastro do  governo. Em maio, um grupo  de 300 mil pessoas passará a integrar o Bolsa Família. Em  agosto, outras 500 mil; em outubro, mais 500 mil.<br />
O Bolsa Família paga entre  R$ 20 e R$ 182 por mês às famílias mais pobres. O valor mais  baixo é recebido por quem tem  apenas um filho de até 15 anos e  renda mensal de até R$ 137, a  partir da mudança.<br />
Quem tem renda mensal de até R$ 60 por pessoa tem direito a um valor fixo pago de R$ 62. A isso podem-se somar outros R$ 60, se a família tiver três filhos de até 15 anos. Adolescentes de 16 e 17 anos também são beneficiados. Independentemente da renda familiar, o governo paga até R$ 60 a todos os beneficiários do programa que tenham até dois filhos nessa idade.</p>
<p><span style="font-size:large;"><strong>Corte internacional examina acusações contra israelenses</strong></span></p>
<p><strong>Pedido foi feito por dirigentes palestinos, mas enfrenta dificuldades jurídicas</strong></p>
<p><strong>Promotor do Tribunal Penal Internacional diz que Liga Árabe também denunciou supostos crimes de guerra de Israel na faixa de Gaza</strong></p>
<p><strong>CLÓVIS ROSSI</strong><br />
ENVIADO ESPECIAL A DAVOS</p>
<p>A Autoridade Nacional Palestina pediu na semana passada a <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Luis_Moreno_Ocampo" target="_blank">Luis Moreno-Ocampo</a>,  promotor do Tribunal Penal  Internacional (TPI), que investigue se Israel cometeu crimes  de guerra durante a operação  de bombardeio e depois ocupação por terra da faixa de Gaza.<br />
ONGs de direitos humanos e  governos árabes denunciaram  o uso na ofensiva de munição  de fósforo branco e bombas  com urânio empobrecido. Israel negou a segunda acusação  e prometeu investigar se houve  uso ilegal de fósforo.<br />
A solicitação ao TPI, sediado  em Haia (Holanda), tem potencial para provocar um impacto  político tremendo. Se for levada adiante, dirigentes de Israel,  a única democracia do Oriente  Médio, correm o risco de figurar em um banco de réus no  qual, até agora, só foram acusados os piores tiranos.<br />
Antes que o caso ganhe impacto político, no entanto, Moreno-Ocampo terá que decidir  um aspecto jurídico fundamental. Ele explicou ontem à Folha  que todos os Estados, membros ou não do TPI, têm o direito de recorrer à corte, estabelecida em 2002 para julgar  indivíduos acusados de crimes  de guerra e contra a humanidade. Mas a Autoridade Nacional  Palestina não tem jurisdição  reconhecida sobre um território. Ou seja, não é propriamente um Estado.<br />
Moreno-Ocampo está recebendo informações a respeito  do que ocorreu em Gaza também da Liga Árabe, que reúne  22 países. Mas ele informa que  tampouco a Liga tem personalidade jurídica suficiente para  provocar a investigação do TPI,  do qual fazem parte 108 países  (os não-signatários do Estatuto  de Roma, que rege o tribunal,  incluem, além de Israel, países  como EUA, China e Irã).<br />
De todo modo, o promotor  saúda a iniciativa dos países  árabes, por reconhecer um tribunal que está pedindo a prisão  de um líder árabe, o presidente  do Sudão, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Omar_al-Bashir" target="_blank">Omar Hassan al Bashir</a>. O Sudão é, aliás, membro  da Liga Árabe. Bashir, no poder  desde 1989, é acusado de genocídio, pela matança de cerca de  300 mil pessoas em Darfur.<br />
Moreno-Ocampo não quis,  como é óbvio, comentar a atitude que pretende tomar em  relação ao pedido da Autoridade Palestina, mas não fugiu de  uma observação sobre o aspecto político do caso: disse que o  TPI não pode servir apenas  &#8220;para julgar os inimigos&#8221; (da  democracia), sob pena de jamais conseguir consolidar-se.</p>
<p><strong>O prazo é 2009</strong><br />
Já o secretário-geral da Liga  Árabe, o egípcio <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Amr_Moussa" target="_blank">Amr Moussa</a>,  preferiu tratar dos ataques a  Gaza pelo lado da expectativa  positiva. Negou à <strong>Folha</strong> que os  países árabes tivessem ficado  paralisados pela desunião.<br />
O que os paralisou, segundo  Moussa, foi a proposta de alguns líderes, que ele não especificou, de que fossem retiradas  da mesa todas as propostas de  negociação com Israel, inclusive a apresentada pelos próprios árabes em 2002, por iniciativa da Arábia Saudita.<br />
A maioria dos membros da Liga achou mais lógico esperar a posse de Barack Obama, e dar-lhe um prazo para a retomada da negociação. Mas a proposta única dos árabes sobre a mesa fica sendo a dos sauditas, cuja essência é o reconhecimento do direito de Israel a existir e à segurança -o que é negado pelo Hamas, o grupo que controla Gaza-, em troca da retirada dos territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e da criação de um Estado palestino viável.<br />
Que prazo os árabes dão a  Obama? &#8220;Ao longo de 2009, é  preciso encaminhar a negociação. Não dá para perder outro  ano, como se perdeu 2008&#8243;,  responde Moussa.</p>
<p><span style="font-size:large;"><strong>Asilo companheiro </strong></span> <strong> </strong></p>
<p><strong>Apesar do destempero da reação italiana, governo brasileiro errou na concessão de refúgio a terrorista e deveria recuar </strong></p>
<p>A ITÁLIA exagera em suas  reações no caso Cesare  Battisti -condenado  naquele país à prisão  perpétua por quatro homicídios.  Roma convocou o embaixador  no Brasil em protesto contra parecer da Procuradoria brasileira  que pede o arquivamento da  ação para extraditar o italiano.<br />
O pedido do procurador-geral  da República não encerra o caso,  que será decidido na semana que  vem pelo Supremo Tribunal Federal. Mesmo que a corte repita  entendimento anterior e arquive  o processo sem julgar o mérito, o  assunto não justifica a estridência da reação italiana.<br />
É preciso lembrar, contudo,  que o Executivo brasileiro, numa  decisão infeliz, expôs o Brasil,  voluntária e gratuitamente, ao  risco de incidente diplomático.  Ao conceder refúgio político ao  ex-integrante de um grupo terrorista de esquerda, o ministro  da Justiça, Tarso Genro, alegou  &#8220;fundado temor de perseguição&#8221;.<br />
Se a retirada temporária de um  embaixador equivale a protesto  veemente, os argumentos e os  termos empregados por Genro  contra o sistema jurídico e político italiano soam insultuosos,  além de equivocados. Desde a  Carta de 1948, a Itália mantém  um regime democrático consolidado, com Judiciário autônomo  e sistema de recursos e garantias  individuais em pleno vigor.<br />
Nos anos 1970, o país foi protagonista de um raro e exemplar  processo de combate ao golpismo armado: sem desviar-se da  democracia, a Itália enfrentou e  venceu o terror sem causa de facções criminosas como a integrada por Battisti. Os delitos pelos  quais foi condenado ocorreram e  foram julgados, é preciso enfatizar, sob a vigência da democracia  e do devido processo legal.<br />
As ações contra Battisti seguiram todos os trâmites regulares na Itália. Na França, para onde fugiu, o italiano recebeu ajuda temporária da Doutrina Mitterrand, menção ao presidente socialista que se recusava a extraditar ativistas de esquerda condenados em seus países.<br />
Mas essa filosofia do compadrio, incompatível com as relações entre Estados exigidas na  União Europeia, foi depois renegada pelo Executivo e derrubada  pelo Judiciário francês. Se não tivesse escapado novamente -para depois alojar-se no Brasil-,  Battisti teria sido extraditado da  França para a Itália em 2005.<br />
Um ano depois, a Corte Europeia de Direitos Humanos, que  tem poder de intervir nos Judiciários do bloco em casos de violação de garantias fundamentais,  rejeitou recurso de Battisti, que  alegava cerceamento de defesa.  Na decisão dessa corte foram negados argumentos cruciais que  Battisti e seus amigos continuam  esgrimindo na mídia brasileira.<br />
Sobre a alegação de que o julgamento se deu à revelia, responde o tribunal: &#8220;O requerente foi patentemente informado da acusação e do progresso dos trâmites nas cortes italianas&#8221;. Sobre a suposta falta de ampla defesa: &#8220;Recebeu efetiva assistência durante o processo de diversos advogados por ele especialmente indicados&#8221;. Sobre o fato de não ter comparecido aos juízos: &#8220;As autoridades italianas e, subsequentemente, as francesas foram autorizadas a concluir que o requerente inequivocamente abriu mão de seu direito de comparecer e ser julgado em pessoa&#8221;.<br />
A respeitar os sistemas jurídicos italiano, francês e europeu, o  ministro Genro preferiu agradar  a militância esquerdista incrustada no PT. É espantoso que um  tema de Estado tenha recebido  tratamento tão leviano.<br />
Entende-se que a estridência da reação italiana dificulte, politicamente, a reavaliação do refúgio concedido. Mas revogar o benefício ainda é a melhor decisão a ser tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p>FONTE: Folha de São Paulo.</p>
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		<title>20 de janeiro</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 21:48:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dalmoro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[2000 Planalto amplia controle na Defesa Sérgio Lima &#8211; 18.jan.2000/Folha Imagem Geraldo Quintão em seu gabinete na Advocacia Geral da União da Sucursal de Brasília A indicação de Geraldo Quintão para a Defesa será acompanhada por um maior controle do presidente Fernando Henrique Cardoso sobre o ministério. Será esta a forma de compensar a falta [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=noticiavelha.wordpress.com&amp;blog=11411849&amp;post=15&amp;subd=noticiavelha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong>2000</strong></p>
<p><a href="http://noticiavelha.files.wordpress.com/2010/01/nv.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-16" title="nv" src="http://noticiavelha.files.wordpress.com/2010/01/nv.gif?w=470" alt=""   /></a></p>
<p><img src="///tmp/moz-screenshot-1.jpg" alt="" /><img src="///tmp/moz-screenshot-2.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="font-size:large;"><strong>Planalto amplia  controle na Defesa </strong></span> <!--Fotografia/Auto/Inicio--></p>
<table width="320">
<tbody>
<tr>
<td><span>Sérgio Lima &#8211; 18.jan.2000/Folha Imagem</span><br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/n200101.jpg" border="0" alt="" /></td>
<td valign="bottom"><span><em>Geraldo Quintão em seu gabinete na Advocacia Geral da União</em></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><!--Fotografia/Auto/Final--><span> da Sucursal de Brasília </span></p>
<p>A indicação de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Geraldo_Magela_da_Cruz_Quint%C3%A3o" target="_blank">Geraldo Quintão</a> para a Defesa será acompanhada  por um maior controle do presidente <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Henrique_Cardoso" target="_blank">Fernando Henrique Cardoso</a> sobre o ministério. Será esta a  forma de compensar a falta de  tradição de comando e de conhecimento de questões militares associadas ao escolhido.<br />
Segundo interlocutores do presidente que acompanharam o  complicado processo de substituição do ministro <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Elcio_Alvares" target="_blank">Elcio Alvares</a>,  FHC vai interferir mais no recém-criado ministério, além do previsto oficialmente no papel de comandante supremo das Forças  Armadas que lhe é reservado.<br />
Nessa estratégia, o presidente  terá como um dos principais conselheiros o ministro-chefe do gabinete de Segurança Institucional,  general <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alberto_Mendes_Cardoso" target="_blank">Alberto Cardoso</a>.<br />
Quintão mantém boas relações  com o general, cultivadas nos cinco anos que trabalham juntos na  assessoria a FHC no Planalto.<br />
Setores das Forças Armadas -de forma reservada- e defensores do projeto do Ministério da Defesa consideraram arriscado o arranjo promovido pelo presidente. O risco é de Geraldo Quintão funcionar como um &#8220;&#8221;ministro-sombra&#8221;, um civil sem autoridade necessária para mandar nos comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.<br />
A pior consequência prevista  ontem é a ameaça de os problemas das Forças Armadas estourarem diretamente no Planalto.<br />
Mas a consequência mais imediata do arranjo promovido por  FHC é que a escolha de Quintão  não conseguiu encerrar rapidamente, como o presidente queria,  o debate sobre a Defesa.<br />
A indicação do novo ministro  foi recebida com surpresa entre  militares. Outra fonte de inquietação entre militares é a influência  de Alberto Cardoso, pelo fato de o  ministro não ter as quatro estrelas  de general que caracterizam o topo da hierarquia militar.<br />
Quintão só toma posse na segunda-feira. A exoneração de Alvares e a nomeação do substituto  serão publicadas hoje. Ontem,  Quintão manteve o estilo discreto  e não concedeu entrevistas.<br />
<span><strong> (MARTA SALOMON e WILLIAM FRANÇA)</strong></span></p>
<p><strong><span style="color:#000080;font-size:xx-small;">O RETORNO</span></strong><br />
<strong> &#8220;Suas faculdades mentais estão perfeitamente satisfatórias&#8221;, afirma o juiz chileno que cuida do caso</strong><br />
<span style="font-size:large;"><strong> Pinochet fará exame no Chile, diz juiz </strong></span></p>
<table width="320">
<tbody>
<tr>
<td><span>France Presse</span><br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/e200101.jpg" border="0" alt="" /></td>
<td valign="bottom"><span><em>Chileno protesta em Santiago contra possível volta de Pinochet</em></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><!--Fotografia/Auto/Final--> <strong> OLIVIER BRAS</strong><br />
<span> do &#8220;Libération&#8221;, em Santiago </span></p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Pinochet" target="_blank">Augusto Pinochet</a>, 84, será submetido a novo exame médico se  voltar ao Chile, pois o Código de  Processo Penal em vigor no país  prevê que toda pessoa com mais  de 70 anos deve passar por isso  antes de ser julgada.<br />
Mas &#8220;suas faculdades mentais  estão perfeitamente satisfatórias&#8221;,  segundo o juiz <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Juan_Guzm%C3%A1n_Tapia" target="_blank">Juan Guzmán Tapia</a>, o que possibilita um processo  contra o general, em sua opinião.<br />
O ex-ditador chileno está detido  em Londres desde outubro de 98,  aguardando decisão sobre pedido  de extradição para a Espanha do  juiz <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Baltasar_Garz%C3%B3n" target="_blank">Baltasar Garzón</a>, por violações aos direitos humanos durante seu regime (1973-90).<br />
Pinochet foi submetido recentemente a exames médicos que, segundo o ministro do Interior britânico, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Whitaker_Straw" target="_blank">Jack Straw</a>, indicam que  ele não teria condições de enfrentar um julgamento na Espanha.<br />
Guzmán, conhecido como o &#8220;Garzón chileno&#8221;, está encarregado de cerca de 60 queixas apresentadas no Chile contra Pinochet. Ele aguarda o retorno do senador vitalício para pedir o fim de sua imunidade parlamentar.</p>
<p><em><strong>Pergunta &#8211; Augusto Pinochet  será submetido a novos exames  médicos se ele voltar ao Chile?<br />
Juan Guzmán Tapia &#8211; </strong></em>Sim, pois  o argumento humanitário não  existe no sistema jurídico chileno.  O exame médico é uma obrigação  legal por uma única razão: ele tem  mais de 70 anos.<br />
O artigo 349 do Código de Processo Penal explica que toda pessoa que ultrapasse essa idade deve  ser examinada para conhecermos  a situação de suas faculdades  mentais. Uma medida necessária  antes de podermos submetê-la a  um processo criminal. Mas, no  caso de Pinochet, sei muito bem  que suas faculdades mentais estão  perfeitamente satisfatórias. O fato  de ele ter problemas físicos não  pode interromper o processo.</p>
<p><em><strong>Pergunta &#8211; Você espera então  um julgamento no Chile?<br />
Guzmán &#8211; </strong></em>Qualquer pessoa pode ser submetida a um processo  no Chile. Naturalmente, no caso  de um senador, é preciso suspender sua imunidade parlamentar  para processá-lo criminalmente.</p>
<p><em><strong>Pergunta &#8211; Como isso é feito?<br />
Guzmán &#8211; </strong></em>O juiz responsável  pode solicitar a suspensão da  imunidade parlamentar. A Corte  de Apelação de Santiago, com 24  membros, toma essa decisão. Para a aprovação, a maioria é necessária. Se a suspensão for rejeitada,  o caso é arquivado.</p>
<p><em><strong>Pergunta &#8211; A Lei da Anistia decretada em 1978 pelo governo  militar não poderia prevalecer  automaticamente?<br />
Guzmán &#8211; </strong></em>Não, ela não tem validade quando o delito é permanente. No caso Pinochet, até que  achem os desaparecidos, eles são  vistos como sequestrados. O sequestro é um crime que começa  quando a pessoa desaparece e se  prolonga até que seja encontrada.</p>
<hr size="1" noshade="noshade" /><span> Tradução de Paulo Daniel Farah</span></p>
<p><span style="font-size:large;"><strong>GUERRA ENTRE ESTADOS </strong></span></p>
<p>Chegou a um nível muito grave a  disputa entre os Estados brasileiros  pela atração de investimentos, a chamada guerra fiscal. A idéia de guerra  é mais do que nunca apropriada para  descrever as ações de pilhagem de  empresas que os Estados empreendem uns contra os outros.<br />
Sublinhe-se que a expressão &#8220;pilhagem&#8221; foi empregada pelo próprio  presidente da República, na semana  passada, ao apoiar as retaliações que  o governador <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Covas" target="_blank">Mário Covas</a> anunciara  contra os incentivos que desviam investimentos de São Paulo.<br />
Mas a União, representada pelo governo federal, parece não se dar conta  efetiva do descalabro provocado pelo  confronto interestadual. Covas prometeu sobretaxar bens produzidos  por empresas beneficiadas por subsídios. Bahia e Paraná ameaçam ir à  Justiça contra essa iniciativa paulista,  de fato juridicamente duvidosa.<br />
Covas, porém, mais do que impedir  que São Paulo &#8220;importe&#8221; produtos,  parece querer que tal disputa chegue  ao paroxismo, a fim de demonstrar o  irracionalismo a que ela chegou.<br />
Talvez não seja a melhor estratégia,  mas o governador paulista parece indicar que não suporta mais a indiferença federal em relação ao assunto.  Covas diz que mal começou a reagir e  que medidas mais pesadas virão.<br />
A disputa é de uma agressividade  que poucas vezes se vê mesmo entre  países. A Federação, o acordo cooperativo entre os Estados, está prejudicada. Divisas interestaduais parecem  fronteiras; há protecionismo e dumping -concorrência desleal.<br />
Covas disse ontem que não pode  esperar a reforma tributária -se ela  ocorrer- para que se dê cabo do  abuso da guerra fiscal; disse que o  governo federal poderia intervir mesmo sem tal reforma. É de fato exasperante a inércia do Planalto, embora o  presidente tenha dito que condenava  a guerra estadual. Disse e nada fez.<br />
Os Estados mais pobres estão certos em demandar desenvolvimento mais acelerado. A desigualdade econômica regional está diretamente relacionada à injustiça social. Mas é preciso um programa nacional coordenado para incentivar Estados menos desenvolvidos. É preciso evitar que sejam beneficiadas apenas as empresas que fazem leilões entre governos estaduais -para evitar o casuísmo e o arbítrio com dinheiro público em benefício privado. Já passa da hora de o Planalto tomar atitude em relação à guerra entre os Estados.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>2009</strong></p>
<p><a href="http://noticiavelha.files.wordpress.com/2010/01/nv1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-17" title="nv" src="http://noticiavelha.files.wordpress.com/2010/01/nv1.gif?w=470" alt=""   /></a></p>
<p><span style="font-size:large;"><strong>De olho em 2010, Serra dá a Alckmin secretaria em SP</strong></span></p>
<p><strong>Ex-governador comandará pasta do Desenvolvimento, com verba de R$ 2 bilhões</strong></p>
<p><strong>Reaproximação dos dois tucanos fortalece Serra no âmbito nacional como o nome do PSDB à sucessão  de Lula no próximo ano</strong></p>
<p><!--Fotografia/Auto/Inicio--> <!--FOTO--></p>
<table width="320">
<tbody>
<tr>
<td><span>Ricardo Nogueira/Folha Imagem</span><br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/n2001200901.jpg" border="0" alt="" /></td>
<td valign="bottom"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span><em>José Serra (à dir.) anuncia Geraldo Alckmin como novo secretário no Palácio dos Bandeirantes</em></span></p>
<p><!--/FOTO--> <!--Fotografia/Auto/Final--> <strong>FERNANDO BARROS DE MELLO</strong><br />
<strong>JOSÉ ALBERTO BOMBIG</strong><br />
<strong>CATIA SEABRA</strong><br />
<span>DA REPORTAGEM LOCAL</span></p>
<p>O ex-governador <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Geraldo_Alckmin" target="_blank">Geraldo  Alckmin</a> (PSDB) foi apresentado ontem pelo atual ocupante  do Palácio dos Bandeirantes, o  também tucano <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Serra" target="_blank">José Serra</a>, como o novo secretário de Desenvolvimento do Estado no lugar  de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alberto_Goldman" target="_blank">Alberto Goldman</a>, atual vice-governador paulista.<br />
Alckmin estava sem cargo público desde março de 2006, quando, após uma disputa partidária com Serra, então prefeito de São Paulo, deixou o palácio para concorrer à Presidência e ser derrotado por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_In%C3%A1cio_Lula_da_Silva" target="_blank">Luiz Inácio Lula da Silva</a> (PT).<br />
No ano passado, Alckmin não  chegou nem ao segundo turno  da eleição para prefeito em São  Paulo, após ter desafiado o grupo de Serra, que defendia o  apoio do PSDB à reeleição de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gilberto_Kassab" target="_blank"> Gilberto Kassab</a> (DEM). Ele vinha atuando como médico acupunturista e professor.<br />
Durante o anúncio, houve  troca de afagos entre eles. O governador disse que seria uma  honra contar com um político  com &#8220;a experiência e a capacidade&#8221; de Alckmin, que, por sua  vez, elogiou Serra e o chamou  de &#8220;companheiro&#8221;.<br />
A reaproximação fortalece  ainda mais Serra na disputa tucana pelo direito de concorrer à  sucessão de Lula em 2010.<br />
&#8220;Venho para somar, unir e  trabalhar&#8221;, disse Alckmin, que  reconheceu o favoritismo do  governador paulista. &#8220;Se da  própria eleição presidencial, na  qual Serra desponta como importante candidato, não é hora  de se tratar [desse assunto],  imagine da eleição estadual&#8221;,  disse, após ter sido questionado  se concorrerá ao Bandeirantes.<br />
Segundo Serra, a escolha pode funcionar como antídoto  contra sua imagem de &#8220;desagregador&#8221;. Embora negando divergências internas, o governador afirmou ainda que, &#8220;para o  público externo, existe a imagem de fissura partidária&#8221;.<br />
&#8220;É um fato político importante. Um sinal de maturidade  e grandeza de Serra e Alckmin,  que certamente será bem aceito, não apenas pelo PSDB, mas  também pelos paulistas em geral&#8221;, disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.<br />
À frente da pasta, o ex-governador controlará projetos importantes. Os investimentos  previstos para este ano se aproximam de R$ 2 bilhões.</p>
<p><strong>Aécio Neves</strong><br />
No ano passado, Alckmin  chegou a defender eleições prévias como mecanismo de escolha do próximo presidenciável  do PSDB, já que o governador  de Minas, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A%C3%A9cio_Neves" target="_blank">Aécio Neves</a>, com  quem ele mantém uma boa relação, também é postulante. O  partido já consultou o TSE  (Tribunal Superior Eleitoral)  sobre a possibilidade das prévias antes das convenções.<br />
O mineiro cumprimentou  Alckmin: &#8220;Ganha o governo e  São Paulo, que passarão a ter  um colaborador de altíssimo  nível&#8221;, disse Aécio em nota.  Mas, dentro do Bandeirantes,  Alckmin terá de trabalhar pelo  paulista. Em contrapartida, o  cargo dará a ele mais chance de  fortalecer sua candidatura ao  governo em 2010.</p>
<p><strong><span style="color:#000080;font-size:xx-small;">SOB NOVA DIREÇÃO / O DIA DA POSSE </span></strong></p>
<p><span style="font-size:large;"><strong>Obama chega &#8220;mais negro&#8221; à Presidência, e EUA, mais tolerantes </strong></span></p>
<p><strong> Um negro na Casa Branca &#8220;é uma coisa radical&#8221;, disse o democrata, que assume hoje para mandato de quatro anos</strong></p>
<p><strong>Para 26% dos ouvidos em pesquisa feita pelo jornal &#8220;Washington Post&#8221;, questão racial não é mais problema nos EUA; índice é recorde </strong></p>
<p><!--Fotografia/Auto/Inicio--> <!--FOTO--></p>
<table width="350">
<tbody>
<tr>
<td><span>Jim Young/Reuters</span><br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/e2001200901.jpg" border="0" alt="" /></td>
<td valign="bottom"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span><em>Obama pinta parede de abrigo para sem-teto em Washington</em></span></p>
<p><!--/FOTO--> <!--Fotografia/Auto/Final--></p>
<p><strong>SÉRGIO DÁVILA<br />
</strong> <span>DE WASHINGTON</span></p>
<p>Entre as várias correções de  curso que o presidente eleito  dos EUA, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Barack_Obama" target="_blank">Barack Obama</a>, vem  fazendo em relação ao candidato Barack Obama figura a questão racial. Conforme se aproxima o momento da posse, perto  das 12h locais em Washington  de hoje (15h de Brasília), o democrata se torna mais negro e  menos &#8220;pós-racial&#8221;, epíteto  com o qual sua campanha acalmou a maioria branca do eleitorado americano.<br />
Na semana passada, em encontro com o comando editorial do jornal &#8220;Washington  Post&#8221;, o presidente eleito falou  pela primeira vez de maneira  realmente clara sobre o significado de os Estados Unidos estarem a momentos de terem  seu primeiro presidente negro  -não pós-racial ou birracial,  ambos rótulos legítimos, já que  ele é filho de um queniano negro e uma americana branca.<br />
&#8220;Há uma geração inteira que  vai crescer achando normal  que o posto mais elevado do  planeta seja ocupado por um  afroamericano&#8221;, disse ele. &#8220;É  uma coisa radical. Muda como  as crianças negras olham para  elas mesmas. Também muda  como crianças brancas olham  para crianças negras. E eu não  subestimaria a força disso.&#8221;<br />
A tomada de posição tardia  de Obama, 47, chega num dia  historicamente relevante e  num momento histórico único.  Ontem, data da publicação da  entrevista, foi também o Dia de  Martin Luther King, um dos  três feriados nacionais norte-americanos dedicados a uma  pessoa -os outros são ao descobridor Cristóvão Colombo e  ao primeiro presidente do país,  George Washington.<br />
A véspera da posse foi marcada por eventos que lembravam  o aniversário do ativista negro  (1929-1968). &#8220;Amanhã [hoje],  nós vamos nos unir como uma  só pessoa no mesmo local em  que o sonho de dr. King ainda  ecoa&#8221;, disse o presidente eleito,  referindo-se ao discurso &#8220;Eu  Tenho Um Sonho&#8221;, feito em  1963, e ao passeio que liga o  monumento a Washington ao  Capitólio, sede do Legislativo.<br />
Pela manhã, Obama e a mulher, Michelle, visitaram um  hospital para feridos de guerra  na região de Washington, onde  se encontraram com Martin  Luther King 3º, primogênito do  líder religioso assassinado aos  39 anos por um supremacista  branco. Depois, realizaram trabalhos voluntários, entre eles a  pintura de uma parede de um  abrigo para sem-teto pelo presidente eleito, para incentivar o  voluntariado.</p>
<p><strong>Mais tolerante</strong><br />
No mesmo dia, foi divulgada  pesquisa feita pelo &#8220;Post&#8221; e o  departamento jornalístico da  emissora ABC em que os que  responderam que a questão racial não era mais um problema  no país chegaram a porcentagem recorde. Foram 26% dos  ouvidos, índice 2,5 vezes maior  do que os que responderam da  mesma maneira no início de  1996, último ano do primeiro  mandato de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bill_Clinton" target="_blank">Bill Clinton</a>.<br />
Apesar de os brancos serem  mais otimistas -28% não veem  mais problema racial nos  EUA-, o número de negros que  pensam da mesma maneira  mais do que triplicou, pulando  de 4% em fevereiro de 1996 para 15%. Os índices melhoraram  em todos os quesitos: os negros  atingiram ou atingirão igualdade racial para sete em cada dez  ouvidos em geral e para seis em  cada dez entre os negros.<br />
A pesquisa ouviu 1.079 adultos não identificados por raça e  204 negros entre 13 e 16 de janeiro e tem margem de erro de  três pontos percentuais. No levantamento dos dois veículos  de comunicação, a maior discrepância entre os grupos aparece quando se pergunta se  brancos e negros têm a mesma  chance de conseguir o emprego  para o qual são qualificados.<br />
No geral, 76% diz que sim,  mas o número despenca para  38% entre os negros, ante 83%  entre os brancos. A noção de  que a cor da pele mais escura  exige mais empenho foi resumida com singeleza pela filha  mais velha do casal presidencial. Segundo disse Obama à  CNN no fim de semana, depois  de olhar os discursos de Lincoln no memorial ao 16º presidente, Malia, 10, disse ao pai:  &#8220;Primeiro afroamericano. Melhor [o discurso] ser bom&#8221;.<br />
Obama, que montou um gabinete com 20% de negros  -ante 12,7% da população dos  EUA em geral-, acha que o  maior desafio para a comunidade afrodescendente, e mesmo  latina, passa antes pela situação  econômica. &#8220;Se nós acertarmos  na economia, esse será um mecanismo para melhorar as relações raciais&#8221;, disse, na mesma  entrevista ao &#8220;Post&#8221;.<br />
A partir de hoje, esse mecanismo estará nas mãos de um  negro, o primeiro na história a  ocupar o cargo.</p>
<p><span style="font-size:large;"><strong>A promessa Obama</strong></span></p>
<table width="250">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><strong><em>Sobrecarga incomum de expectativas e ameaças marca posse do primeiro presidente negro  dos Estados Unidos</em></strong><br />
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A POSSE de Barack Obama como 44º presidente dos Estados Unidos  constitui evento histórico cuja magnitude não se pode  atenuar. Não só um político negro alcança o posto de governante mais poderoso do mundo, fato  inédito a atestar a vitalidade daquela democracia, como o faz envolto em uma aura de otimismo  que contrasta, frontalmente,  com o panorama à sua volta.<br />
No plano doméstico, como no  internacional, grassa uma das  maiores crises da economia moderna. Na política externa, às  guerras inacabadas do Afeganistão e do Iraque se soma agora a  chaga reaberta do conflito israelo-palestino. A China, potência  em ascensão, se tornou a terceira  maior economia mundial, ultrapassando a Alemanha. Não faltam desafios para Obama.<br />
A esperança, noção vaga o bastante para servir de base ao discurso de propaganda eleitoral,  inexoravelmente se converte em  expectativas determinadas, com  grande potencial para gerar frustração. Em nenhuma outra esfera essa ameaça é mais aguda do  que na economia americana.<br />
Desde a eleição do candidato  democrata, a situação só fez deteriorar-se: taxa de desemprego  a 7,2%, a pior em 16 anos, queda  de 0,5% do PIB no quarto trimestre, vendas no varejo despencando 9,6% em dezembro,  contra o mesmo mês de 2007.<br />
Mesmo os poucos grandes  bancos de varejo que pareciam  resistir à debacle deslanchada  em setembro começam a vacilar.  O Bank of America, maior instituição daquele país, precisou ser  socorrido com US$ 117,2 bilhões,  entre injeção de capital e garantia de perdas. O terceiro no ranking, Citigroup, anunciou a própria partição em duas unidades,  para garantir a sobrevivência.<br />
Espectros similares rondam  portentosos empregadores, como a General Motors. O presidente eleito, contudo, prometeu  criar 3 milhões a 4 milhões de vagas. Ficaria com o prestígio devastado se principiasse sua administração com a quebra de um  desses gigantes e a avalanche de  desemprego que desataria.<br />
Se dependesse só do novo presidente, ele assinaria as medidas  do programa econômico já no  dia de hoje. Mas Obama não conseguiu arrastar o Congresso,  apesar da maioria democrata, na  onda da expectativa popular. A  aprovação das medidas pode demorar um mês ainda.<br />
Espera-se também que Obama  anuncie de pronto o cumprimento de outra promessa eleitoral, o fechamento da base em  Guantánamo. O símbolo da perversão das liberdades e garantias  individuais que a nação norte-americana tanto fez para consagrar como condição do Estado de  Direito, porém, pode perdurar  meses. Antes de esvaziar suas celas, há que encontrar solução e  destino para centenas de prisioneiros até agora mantidos no  limbo jurídico da base.<br />
A atmosfera de confiança e esperança que cerca Obama em  sua posse lhe garantirá um período de graça incomum. O porte  e a multiplicidade dos desafios  que o aguardam, entretanto, acumulam potencial para erodi-las  com velocidade.</p>
<p><img src="///tmp/moz-screenshot.jpg" alt="" /></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/noticiavelha.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/noticiavelha.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/noticiavelha.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/noticiavelha.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/noticiavelha.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/noticiavelha.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/noticiavelha.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/noticiavelha.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/noticiavelha.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/noticiavelha.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/noticiavelha.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/noticiavelha.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/noticiavelha.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/noticiavelha.wordpress.com/15/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=noticiavelha.wordpress.com&amp;blog=11411849&amp;post=15&amp;subd=noticiavelha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>12 de janeiro</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 11:20:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dalmoro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[2000 FHC decide tirar Alvares do Ministério da Defesa Sérgio Lima &#8211; 18.dez.99/Folha Imagem O ministro da Defesa, Elcio Alvares, ao deixar o Palácio do Planalto em reunião em dezembro Célio Borja e Sydney Sanches são os nomes mais cotados para a pasta Pefelistas pressionam presidente para manter atual ministro Planalto queria reação mais forte [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=noticiavelha.wordpress.com&amp;blog=11411849&amp;post=8&amp;subd=noticiavelha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong>2000</strong></p>
<p style="text-align:center;"><img src="///tmp/moz-screenshot.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dbch1201.htm"> <img class="aligncenter" src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/char1201.gif" border="0" alt="" /></a></p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-size:large;"><strong>FHC decide tirar Alvares  do Ministério da Defesa</strong></span></p>
<p><!--Fotografia/Auto/Inicio--></p>
<table style="text-align:left;" width="320">
<tbody>
<tr>
<td>Sérgio Lima &#8211; 18.dez.99/Folha Imagem<br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/n120101.jpg" border="0" alt="" /></td>
<td valign="bottom"><em>O ministro da Defesa, Elcio Alvares, ao deixar o Palácio do Planalto em reunião em dezembro</em></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><!--Fotografia/Auto/Final--></p>
<table style="text-align:left;" width="250">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><strong><em>Célio Borja e Sydney Sanches são os nomes mais cotados para a pasta</em></strong></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table style="text-align:left;" width="250">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><strong><em>Pefelistas pressionam presidente para manter atual ministro</em></strong></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table style="text-align:left;" width="250">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><strong><em>Planalto queria reação mais forte de Alvares a acusações</em></strong></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table style="text-align:left;" width="250">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><strong><em>Ministro nega possível pedido de demissão</em></strong></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align:left;"><strong>ELIANE CANTANHÊDE</strong><br />
Diretora da Sucursal de Brasília</p>
<p>O presidente <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Henrique_Cardoso" target="_blank">Fernando Henrique Cardoso</a> decidiu substituir o  ministro da Defesa, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Elcio_Alvares" target="_blank">Elcio Alvares</a>,  por um jurista apartidário. É apenas uma questão de tempo.<br />
Os nomes mais cotados são o do  ex-ministro da Justiça no governo  Collor <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9lio_Borja" target="_blank">Célio Borja</a> e o do ministro  do STF (Supremo Tribunal Federal) <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sydney_Sanches" target="_blank">Sydney Sanches</a>.<br />
Até ontem à noite, porém, Elcio  Alvares e líderes políticos negavam a substituição, enquanto assessores e interlocutores de FHC  afirmavam que não havia prazos.  As pressões políticas para que o  presidente o mantivesse no cargo  partiam sobretudo do PFL.<br />
O porta-voz da Presidência,  Georges Lamazière, limitou-se a  afirmar no início da noite que o  ministro continuaria no cargo e  que não havia novidades em relação às declarações feitas por FHC  pela manhã, em São Paulo.<br />
&#8220;Ministro meu, enquanto eu  não disser que não é, é ministro. E  tem todo o meu apoio&#8221;, dissera  FHC naquela oportunidade.<br />
Avaliava-se no Planalto que, se  dissesse o contrário à noite, já em  Brasília, FHC poderia reforçar  uma imagem de indeciso que o  presidente do Senado, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Antonio_Carlos_Magalh%C3%A3es" target="_blank">Antonio  Carlos Magalhães</a> (PFL), por  exemplo, alardeia. O porta-voz  não concedeu, porém, sua tradicional entrevista no final do dia.<br />
Primeiro ministro de uma pasta  idealizada antes mesmo da posse  de FHC e enfrentou resistências  durante cinco anos até ser concretizada, Alvares é alvo de suspeitas  e considerado &#8220;sem pulso&#8221; para  comandar as Forças Armadas.<br />
Desde que ele passou a ser citado em reportagens sobre desmandos no seu Estado, o Espírito  Santo, FHC aguarda, sem sucesso,  que ele responda de forma veemente e convincente. Mas Alvares  prefere ficar calado.<br />
&#8220;Faltou um soco na mesa, que  nunca veio&#8221;, disse um ministro,  ontem, à Folha. Segundo ele, Elcio não sepultou as denúncias de  participação no crime organizado  e só depois de obrigado pelo presidente afastou sua assessora Solange Rezende Antunes, citada  pela CPI do Narcotráfico, e o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Walter Bräuer, acusado de  quebra de hierarquia.<br />
A &#8220;gota d&#8217;água&#8221; foi uma reportagem do último número da revista &#8220;IstoÉ&#8221;, que circulou no domingo, dizendo que Alvares sabia  de uma ameaça de morte contra o  delegado capixaba Cláudio Badenes e não a comunicou ao Ministério da Justiça.<br />
Badenes, prêmio nacional de direitos humanos de 1996, apura supostas ligações do ministro com o  crime organizado.<br />
O Planalto deixava claro insistentemente, ontem, que o afastamento de Alvares não seria tanto  pelas denúncias, consideradas  confusas e, em alguns casos, inconsistentes. O problema é a falta  de reação, a passividade, do ministro diante delas.<br />
Parlamentarista desde os tempos de universidade, FHC sempre  tratou o Ministério da Defesa como indispensável. Demorou a  criá-lo, inclusive, para evitar que  nascesse frágil. Mas era justamente isso que estava ocorrendo na  gestão Alvares.<br />
Com a nova pasta, os três ministérios militares -Aeronáutica,  Marinha e Exército- viraram comandos, e seus chefes passaram  de ministros a comandantes. Há  reações contrárias em especial na  Aeronáutica.<br />
Filho e neto de oficiais do Exército, FHC tem algumas certezas  sobre o Ministério da Defesa: seu  chefe precisa ser um civil, ter autoridade, currículo impecável e  honestidade comprovada.<br />
Apesar de ter sido considerado  apto para o cargo, Alvares tinha  um defeito de origem: era político  e tinha sido derrotado nas eleições para o governo do Espírito  Santo. Paira a impressão de que  FHC usou a pasta para uma acomodação política, mesmo depois  que Alvares se desligou do PFL.<br />
Com o surgimento de suspeitas  sobre ele e o envolvimento de  uma assessora direta nas investigações da CPI do Narcotráfico,  sua posição se tornou delicada.  Ele arranhou os princípios do  currículo impecável e da honestidade comprovada.<br />
Nos últimos dias de 1999, ele era  considerado &#8220;sob observação&#8221; no  Planalto. A sorte de Elcio passou a  depender dele próprio, que se  omitiu no caso de militares que se  atracaram com fotógrafos no Forte de Copacabana no Ano Novo e,  agora, ficou mudo diante da reportagem da revista.<br />
Em vez de mirar para fora, a  opinião pública, Alvares mirou  para dentro, as Forças Armadas,  para tentar se manter no cargo.  Tanto que providenciou já na primeira e na segunda semanas de  2000 almoços com os três comandantes militares. Andrea Matarazzo, secretário de Comunicação, participou do almoço.<br />
O presidente constatou duas  tendências no governo, mas não  se manifestara a favor de nenhuma delas até a segunda-feira,  quando ainda esperava alguma  manifestação do ministro sobre  as novas denúncias.<br />
Uma das tendências era contra  o afastamento de Alvares, para  não dar impressão de força para  os militares, especialmente os da  Aeronáutica, que sistematicamente criam problemas para o  governo e poderiam considerar a  substituição como uma vitória.<br />
A outra era afastá-lo rapidamente, para ratificar uma &#8220;nova  fase&#8221; de FHC, que tem sido aconselhado pelo seu comitê político a  adotar um estilo mais incisivo,  para recuperar popularidade.<br />
Conforme a Folha apurou ontem, FHC acabou optando por  constrangê-lo a pedir demissão.  Algo que, ao longo do dia, o ministro dizia que não iria fazer.</p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-size:large;"><strong>Batalha de Grozni desafia a Rússia</strong></span><br />
<!--Fotografia/Auto/Inicio--></p>
<table style="text-align:left;" width="320">
<tbody>
<tr>
<td>France Presse<br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/mu090101.jpg" border="0" alt="" /></td>
<td valign="bottom"><em>Duas tchetchenas acendem fogo num campo de refugiados na vizinha região da Inguchétia</em></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><!--Fotografia/Auto/Final--></p>
<table style="text-align:left;" width="250">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><strong><em>Putin quer tomar capital antes de eleição, mas tchetchenos resistem </em></strong></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align:left;"><strong>JOÃO CARLOS ASSUMPÇÃO</strong><br />
enviado especial à Tchetchênia</p>
<p>Tomar <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Grozni" target="_blank">Grozni</a>, a capital da  Tchetchênia, até 26 de março, data das eleições presidenciais, é  prioridade absoluta para <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vladimir_Putin" target="_blank">Vladimir Putin</a>, premiê e presidente em  exercício da Rússia, que aparece  como favorito para o pleito.<br />
Sem nenhuma expressão política até agosto de 1999, quando se  tornou primeiro-ministro, a convite do ex-presidente <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Boris_Ieltsin" target="_blank">Boris Ieltsin</a>,  Putin goza de muita popularidade  entre os russos graças à ofensiva  militar desenvolvida por seu governo na região separatista, que  teve início em setembro de 99.<br />
Por isso, assim que se tornou  presidente interino, no lugar de  Ieltsin, que renunciou na véspera  do Ano Novo, foi ver as tropas na  região e pedir a intensificação dos  ataques a Grozni.<br />
Mas, pelo menos de acordo com  depoimentos de moradores da  capital tchetchena que deixaram a  cidade durante o conflito, é possível que o sonho de Putin não se  realize, e a Rússia volte a viver  trauma semelhante ao de 1996.<br />
Naquele ano, Moscou teve de  negociar o fim da guerra, iniciada  em 1994 e que matou mais de 40  mil pessoas, depois de ver seu  Exército &#8220;bloqueado&#8221; em Grozni.</p>
<p><strong> Dias piores</strong><br />
Na semana passada, a Folha visitou três cidades na Tchetchênia  -Urus Martan, Achkhoi Martan  e Goiskoie-, todas dominadas  por tropas do Kremlin, e conversou com militares russos, desabrigados tchetchenos e &#8220;fugitivos&#8221;  de Grozni.<br />
Os relatos de quem acompanha  a guerra e perdeu tudo, menos a  roupa do corpo, indicam que dias  piores virão. E, apesar da confiança dos políticos e do alto comando do Exército russo na tomada  de Grozni, as baixas serão, segundo estas pessoas, muito maiores  do que o anunciado em Moscou.<br />
Igor Kritski, capitão do Exército, havia previsto a morte de 500  de seus comandados no cerco final a Grozni, mas o número pode  vir a ser muito maior.<br />
Nos últimos dias, os combates  na cidade são literalmente bairro  a bairro, rua a rua. A resistência  rebelde continua forte. Na sexta-feira, o Kremlin suspendeu os ataques a Grozni, com a justificativa  de preservar os civis e respeitar o  Natal ortodoxo, celebrado dia 7.  No entanto, dois generais que comandavam operações foram  substituídos, indicando um possível descontentamento do governo com o andamento da ofensiva,  que está durando mais tempo que  o previsto.<br />
Os dois lados trocam acusações  sobre o uso de armas químicas e  informam diferentes números de  baixas e conquistas obtidas. Parte  da capital vive sob chamas, já que  os rebeldes têm usado a estratégia  de colocar fogo nas barreiras armadas nos últimos dois meses para confundir os russos.<br />
&#8220;Isto não é um país, é um inferno&#8221;, disse Irina, 37, fugitiva de  Grozni, que vive num campo de  refugiados tchetchenos em Urus  Martan. &#8220;Um dia, quando voltava  do supermercado, cheguei e minha casa não existia mais. Mataram meu marido e destruíram tudo, colocaram fogo em tudo o que  era nosso. Perdi minha vida em  um segundo.&#8221;<br />
Mesmo sendo tchetchena e se  opondo à ofensiva dos russos, Irina, que não quis ter seu sobrenome divulgado, não os responsabiliza diretamente pela tragédia.<br />
&#8220;Os dois lados fazem as piores  atrocidades possíveis. Quem matou meu marido não foram os  russos, foi um bando de paramilitares (tchetchenos). Um vizinho  meu me garantiu. Eles dizem que  quem não luta pela causa (formação de uma República islâmica independente da Rússia) não merece viver. E nós éramos contra a  causa e contra a guerra.&#8221;<br />
Mas Irina diz ser uma exceção.  &#8220;Não estou do lado dos russos,  porque sei que nossos soldados  (referindo-se aos rebeldes) são  tão canalhas quanto os deles.  Quanto mais eles (os russos) atacarem, mais balas vão levar.  Quanto mais eles atacam, mais  ódio a população (civil) sente deles e mais voluntários se unem às  tropas (rebeldes).&#8221;<br />
Moscou inicialmente justificou sua ação na Tchetchênia dizendo que combatia terroristas islâmicos (a região tem maioria muçulmana). As guerrilhas seriam responsáveis por atentados na Rússia em 99. Hoje, no entanto, está claro que os russos querem ficar na região. Putin prega a &#8220;preservação da integridade territorial&#8221;.</p>
<p><strong> Frente a frente</strong><br />
Pelo depoimento tanto de soldados russos quanto de refugiados tchetchenos, cada vez mais os  combates vão se tornando homem a homem. &#8220;Eles conhecem o  território e estão escondidos em  pontos estratégicos, não só no  centro (de Grozni), mas também  nas montanhas da região. Temos  sido vítimas de muitas emboscadas&#8221;, disse o soldado russo Vladimir Kolesnikov, 21.<br />
Segundo ele, intensificaram-se  nos últimos dias os combates em  que os oponentes ficam a menos  de 250 jardas (equivalentes a  228,6 m) de distância.<br />
&#8220;Um amigo nosso (que, ferido, fora levado para Urus Martan antes de ser conduzido para Moscou) disse que em Vedeno (via de acesso para a região das montanhas) as lutas estão piores. Quanto mais perto você fica do inimigo, mais raiva você sente, o ódio se personifica, e a guerra fica mais sangrenta&#8221;, afirmou.<br />
&#8220;Por isso que eu digo que os  americanos foram covardes com  os sérvios. Eles só atacavam de  longe. Pergunte (para os sérvios)  o que eles fariam se encontrassem  um americano cara a cara. Bater  de longe é fácil. E é por isso que esta guerra é diferente. Podem falar  o que quiserem da gente, mas pelo menos nós damos a cara para  bater.&#8221;</p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-size:large;"><strong>A GUERRA E O PRESIDENTE </strong></span></p>
<p style="text-align:left;">São curiosas as declarações de ontem do presidente Fernando Henrique Cardoso sobre a guerra fiscal. Ele apoiou a intenção do governador <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Covas" target="_blank">Mário Covas</a> de reagir à fuga de empresas para Estados que ofereçam redução de impostos e subsídios.<br />
O presidente disse que Covas fez o que &#8220;o povo de São Paulo espera dele&#8221;. Foi além. Afirmou que, por meio da guerra fiscal, há &#8220;pilhagem de indústrias&#8221;, que deve ser detida; que essa competição entre Estados beneficia apenas empresários e prejudica os cofres públicos e a população.<br />
Estranho e exasperante é que tal protesto venha do presidente de um governo que pouco se empenhou para levar adiante a reforma tributária. Essa reforma poderia dar cabo de distorções graves tais como a guerra fiscal, o excessivo peso de impostos sobre produção, produtos exportáveis e renda dos mais pobres. Mas apenas após enorme pressão da sociedade o governo decidiu colocar mais empenho na negociação sobre a mudança nos impostos, de qualquer modo hoje ainda muito improvável.<br />
Pior, o governo respaldou a guerra fiscal. Auxiliou a Bahia a vencer o leilão que a Ford realizava entre os Estados brasileiros a fim de obter incentivos fiscais e outros subsídios. É verdade que o fez para atender, por razões políticas, apelos do senador Antonio Carlos Magalhães, que não manda no governo, como se diz tolamente, mas o incomoda deveras.<br />
Curioso também é FHC dizer que  Covas deve defender os paulistas.  Ora, somos todos brasileiros. Trata-se de assunto do interesse da Federação que o presidente deve defender.<br />
A guerra fiscal é má não porque São  Paulo perca indústrias devido aos incentivos, mas pela maneira irracional, casuísta e perdulária com que se  concedem tais subsídios. É preciso  reduzir a concentração de riqueza em  regiões do país, que está diretamente  relacionada à desigualdade social,  por meio de mais desenvolvimento.  Mas é preciso fazê-lo de maneira planejada e com regras, assim como é  urgente uma legislação tributária que  incremente a eficiência produtiva e a  justiça social. Infelizmente, o presidente por ora defende tais princípios  quase apenas com palavras.</p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:center;"><strong>2009</strong></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dbch12012009.htm"> <img class="aligncenter" src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/char12012009.gif" border="0" alt="" /></a></p>
<p style="text-align:left;">
<p><span style="font-size:large;"><strong>Campanhas de 2008 são 57% mais caras do que as de 2004</strong></span></p>
<p><strong>Doações ocultas somam cerca de R$ 259 milhões, o que equivale a 12% do total</strong></p>
<p><strong>Candidatos gastam R$ 2,4 bi; para Weber Abramo, da ONG Transparência Brasil, custo não aumentou, mas cresceu a declaração dele</strong></p>
<p><strong>RUBENS VALENTE</strong><br />
<strong>ANA FLOR</strong><br />
DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>A campanha eleitoral de  2008 em todo o país custou pelo menos R$ 2,43 bilhões, segundo levantamento realizado  pela Folha nos registros oficiais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). As despesas da  primeira disputa municipal depois do escândalo do mensalão  (em 2005) foram 56,77% maiores do que o total da campanha  municipal anterior, de 2004,  que custou declarados R$ 1,55  bilhão -já considerada a inflação do período 2004-2008.<br />
A cifra de R$ 2,43 bilhões foi  obtida após a exclusão de erros  cometidos por pelo menos seis  candidatos em suas declarações. Um deles apontou o gasto  absurdo de R$ 22 bilhões.<br />
A reportagem também teve  de eliminar os repasses realizados às contas dos candidatos  pelos comitês financeiros de  campanha -sem a exclusão,  esses valores seriam contados,  equivocadamente, em dobro.  Por lei, os comitês estavam autorizados tanto a fazer gastos  próprios quanto a efetuar repasses para os candidatos. A reportagem analisou CDs enviados pelo TSE, a pedido, com a  íntegra dos dados das eleições.<br />
Entre os partidos, o PMDB,  com R$ 422 milhões, encabeçou o ranking em 2008. A liderança não surpreende, já que  foi a sigla que mais lançou candidatos, com 2.660 nomes para  prefeitos, dos quais elegeu  1.200, incluindo os de cinco capitais, e outros 39.090 candidatos a vereador, dos quais foram  eleitos 8.466.<br />
O PSDB apareceu em segundo lugar, com R$ 364 milhões,  seguido de perto pelo PT, com  R$ 359,2 milhões.</p>
<p><strong>Dinheiro oculto</strong><br />
O levantamento também dimensionou as doações chamadas ocultas. São aquelas realizadas pelos diretórios dos partidos -municipais, estaduais e nacionais- nas contas dos candidatos ou dos comitês financeiros. A maior parte desse dinheiro vem de doadores privados, pessoas físicas e jurídicas que escolheram esse método legal como uma forma de não manter vínculos públicos com os candidatos que apoiavam. A menor parte dos repasses é oriunda do Fundo Partidário.<br />
Em 2008, os partidos investiram por esse caminho R$ 258,9  milhões nas campanhas eleitorais em todo o país &#8211; 11,73% do  total. A origem desse dinheiro  só poderá ser conhecida no último dia de abril próximo,  quando os diretórios dos partidos devem entregar suas prestações de conta de 2008.<br />
O PT foi o partido que mais  utilizou o expediente, ao repassar R$ 73,9 milhões por meio  de seus diversos diretórios.  Desse total, R$ 34,8 milhões  partiram do Diretório Nacional  do partido, em Brasília.<br />
O segundo lugar coube ao  PSDB, com R$ 47,2 milhões, seguido pelo DEM, com R$ 40,2  milhões. O Diretório Nacional  tucano destinou R$ 1,6 milhão  para o candidato <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Geraldo_Alckmin" target="_blank">Geraldo Alckmin</a> (PSDB-SP) e R$ 1,88 milhão para o candidato <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sebasti%C3%A3o_Madeira" target="_blank">Sebastião  Madeira</a> (PSDB-MA), ex-deputado federal que se candidatou  a prefeito em Imperatriz (MA).<br />
O principal destino do caixa  dos democratas foi a candidatura vitoriosa de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gilberto_Kassab" target="_blank">Gilberto Kassab</a> e os comitês eleitorais da cidade de São Paulo, num total de  R$ 18,2 milhões.</p>
<p><strong>Efeito</strong><br />
&#8220;As evidências são as de que  as declarações de 2004 é que  foram baixas. Não houve um  aumento real dos custos da  campanha de 2008, mas um aumento das declarações dos custos&#8221;, disse o diretor-executivo  da ONG Transparência Brasil,  o matemático Claudio Weber  Abramo. &#8220;É um efeito do mensalão. Apesar de toda a cortina  de fumaça que se criou em torno do mensalão, acho que os  partidos foram mais cuidadosos em 2008.&#8221;<br />
O deputado federal <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Zarattini" target="_blank">Carlos  Zarattini</a> (PT-SP), que chefiou  o comitê financeiro eleitoral da  candidata derrotada à Prefeitura de São Paulo, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Marta_Suplicy" target="_blank">Marta Suplicy</a> (PT), disse que parte dos custos  de 2008 deve-se a despesas indiretas, como cessão de imóveis. &#8220;São coisas que não implicaram desembolso de dinheiro  propriamente dito. Um imóvel  emprestado, por exemplo, é  preciso ser contabilizado como  doação em dinheiro&#8221;, disse ele.<br />
Zarattini também faz críticas  à atual sistemática de prestação  de contas, que prevê contas  bancárias para comitês, candidatos e partidos, umas misturando-se às outras. &#8220;Quem inventou todo esse sistema foi o  tribunal [TSE], isso não é bom  para os partidos. Deveria ser  simplificada. É interminável  essa prestação de contas.&#8221;<br />
Por outro lado, ele não concorda que as doações de campanha sejam divulgadas ao tempo  das eleições -hoje os dados são  liberados ao eleitorado sempre  depois da disputa.</p>
<p style="text-align:left;"><span style="font-size:large;"><strong>Israel está perto de seu objetivo, diz Olmert</strong></span></p>
<p style="text-align:left;"><strong>Forças israelenses mantêm bombardeios e continuam a avançar pela faixa de Gaza, mas gabinete diverge sobre como atingir metas</strong></p>
<p><strong>Reservistas são enviados ao território, e tropas sitiam principais zonas urbanas;  fragmentação do Hamas também dificulta trégua</strong></p>
<p><strong> MARCELO NINIO</strong><br />
ENVIADO ESPECIAL A JERUSALÉM</p>
<p>O premiê de Israel, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ehud_Olmert" target="_blank">Ehud Olmert</a>, disse ontem que a ofensiva lançada contra o grupo islâmico Hamas está perto de atingir seus objetivos, mas não deu sinais de que esteja no fim. Ao mesmo tempo, o Exército enviou o primeiro contingente de reservistas à faixa de Gaza desde o início da ação, em mais um indício de que a &#8220;terceira fase&#8221;, que ampliará a incursão terrestre, pode ser iminente.<br />
As declarações de Olmert  ocorrem em meio a tenso contraste entre o elevado número  de mortos em Gaza -890, segundo fontes palestinas- e a  falta de clareza sobre o que já  foi obtido em duas semanas de  intensos bombardeios. O gabinete israelense, enquanto isso,  permanece dividido sobre a  melhor forma de alcançá-los.<br />
Ontem, no 16º dia de guerra,  Israel apertou o cerco à Cidade  de Gaza, avançando nas margens da principal concentração  urbana do território com apoio  de maciços bombardeios aéreos e navais. Diante de militantes do Hamas e de outro  grupo fundamentalista, o Jihad  Islâmico, os soldados israelenses travaram mais de cinco horas de combates. Ao menos 27  extremistas foram mortos, segundo fontes palestinas.<br />
O movimento de tanques e o  cerco à cidade de Gaza em duas  frentes pode ser o prenúncio de  uma nova fase da guerra, em  que as tropas israelenses ocuparão as áreas urbanas mais  densamente povoadas e os  campos de refugiados.<br />
O Exército confirmou o envio de mais soldados. &#8220;Ainda  não estamos falando de números maciços de reservistas, como os que convocamos, mas de  um número limitado para manter nossas operações&#8221;, disse a  major Avital Leibovitch, porta-voz do Exército. Milhares de  reservistas foram convocados  no início da ofensiva e esperam  a ordem para entrar em ação.<br />
Na reunião do gabinete, Olmert não quis adiantar o próximo estágio, mas deixou claro  que a ofensiva continuará.<br />
&#8220;Israel está perto dos objetivos que estabeleceu, mas ainda  são precisos paciência, determinação e esforço para mudar a  realidade de segurança no sul  do país&#8221;, disse Olmert, que rebateu a pressão internacional  por um cessar-fogo.<br />
&#8220;Nós jamais aceitamos que  alguém decida por nós se podemos atacar aqueles que bombardeiam jardins de infância e  jamais aceitaremos no futuro&#8221;,  disse o premiê. &#8220;Nenhuma decisão, presente ou futura, negará nosso direito básico de defender os cidadãos de Israel.&#8221;  Na sexta, o gabinete israelense  rejeitou uma resolução da ONU  exigindo cessar-fogo imediato.</p>
<p><strong>Indecisão</strong><br />
Com mais de duas semanas  de ataques que destruíram quase toda a infraestrutura de poder do Hamas em Gaza e mataram centenas de militantes, a  questão agora é até onde Israel  irá para considerar a missão  cumprida. Fontes do Exército  já manifestam desconforto  com a indecisão do governo entre partir para uma solução política ou ampliar a ofensiva.<br />
Os esforços diplomáticos, liderados pelo governo egípcio, por ora ainda não deram resultados concretos. O maior obstáculo é a dificuldade em estabelecer um mecanismo de controle da fronteira de Gaza com o Egito que impeça o contrabando de armas e o rearmamento do Hamas. Outro problema é garantir uma trégua com um grupo cujos líderes estão no exílio ou em bunkers.<br />
Até mesmo por essa fragmentação na liderança do Hamas, o próprio Exército israelense admite que dificilmente o  grupo se renderá. Mas afirma  que essa desarticulação aumenta a capacidade do Hamas  em reagir à ação israelense.<br />
&#8220;A liderança do Hamas em  Damasco está isolada. Sua liderança em Gaza está paralisada.  E o braço militar está evasivo&#8221;,  disse o chefe de inteligência das  Forças Armadas israelenses,  <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Amos_Yadlin" target="_blank">Amos Yadlin</a>. Segundo ele, enquanto a cúpula do grupo na Síria defende a continuação da  guerra, a liderança em Gaza dá  sinais de que quer uma trégua.<br />
Ante a crise humanitária em Gaza e o grande número de civis mortos e feridos, a pressão para que Israel ponha um fim à operação é crescente, e não só na comunidade internacional. &#8220;Duas semanas depois do início da guerra em Gaza, só há vagos relatos sobre os sucessos de Israel em danificar a infraestrutura terrorista do Hamas&#8221;, observou em editorial o &#8220;Haaretz&#8221;, o jornal mais respeitado do país. &#8220;Por outro lado, acumulam-se as estatísticas sobre os danos causados aos civis.&#8221;</p>
<p style="text-align:left;">
<p style="text-align:left;"><span style="font-size:large;"><strong>Fundos universitários</strong></span></p>
<table width="250">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><strong><em>Alerta do TCU sobre fundações de apoio a faculdades federais dá chance ao país de avançar nessa área estratégica</em></strong></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>SUCESSIVOS impasses em  tentativas de reformar o  regime das universidades  públicas no Brasil estimularam soluções improvisadas  para os problemas, especialmente de gestão, que surgiam. O acúmulo desses reparos parciais resultou num sistema ainda mais  heterogêneo, além de ter produzido várias distorções novas.<br />
Para contornar dificuldades  advindas do orçamento engessado pela crescente despesa com  pessoal, da instabilidade no fluxo  de verbas e dos entraves burocrático para a realização de despesas, muitas universidades  constituíram fundações de  apoio. Esses órgãos, em geral,  possuem mais agilidade e flexibilidade para coletar recursos e  realizar desembolsos.<br />
As fundações, na maioria dos  casos, também serviram como  uma fonte de complementação  salarial de professores e pesquisadores. Acumularam, entretanto, uma série de problemas, quase todos oriundos da falta de  controle sobre sua operação.<br />
Escândalos relacionados ao  abuso das fundações ocorridos  no ano passado -que acabaram  na renúncia de pelo menos dois  reitores de universidades federais- estimularam o Tribunal de  Contas da União a realizar uma  ampla auditoria em fundações  de apoio. Uma série de irregularidades foi apontada, da falta de  prestação de contas a dispensas  de licitação.<br />
O tribunal determinou ao Ministério da Educação que, até o  final de maio, estabeleça normas  que disciplinem o funcionamento das fundações e corrijam as  distorções detectadas. A admoestação é positiva e tem o mérito de tirar da inércia um tema  que há anos requer solução.<br />
O que se espera é que o MEC  aproveite a oportunidade para  modernizar esse importante  flanco de gestão das universidades. Seria um erro tentar simplesmente um retorno forçado e  horizontal aos modelos envelhecidos de administração estatal.  Uma série de iniciativas acadêmicas de reconhecida excelência  estaria ameaçada.<br />
É o caso do apoio à pesquisa, setor em que repasses a fundações também foram questionados pelo TCU. Há critérios consagrados de distribuição de verbas para essa finalidade que prescindem dos controles burocráticos tradicionais. Trata-se do financiamento com base no mérito de projetos e programas apresentados -não importa se por um instituto, um pesquisador isolado, uma fundação-, que pode ser controlado por comissões acadêmicas independentes.<br />
Esse é apenas um exemplo de controle que não compromete a agilidade e a flexibilidade da gestão de recursos na área acadêmica. Mas é preciso dar passos adicionais e normatizar de vez as regras para o recebimento de fundos não-estatais pelas universidades públicas.<br />
O Brasil ainda engatinha e improvisa nessa área, fundamental  para o avanço do ensino superior  e da ciência no país.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/noticiavelha.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/noticiavelha.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/noticiavelha.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/noticiavelha.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/noticiavelha.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/noticiavelha.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/noticiavelha.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/noticiavelha.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/noticiavelha.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/noticiavelha.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/noticiavelha.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/noticiavelha.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/noticiavelha.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/noticiavelha.wordpress.com/8/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=noticiavelha.wordpress.com&amp;blog=11411849&amp;post=8&amp;subd=noticiavelha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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